Bolsonarista é condenado pela justiça após associar CoronaVac a “homossexualismo”

Marcelo Frazão afirmou no áudio que a vacina é uma “pauta comunista que tem como objetivo reduzir a população mundial”

Por Victor Miller
Publicado pelo portal gay.blog.br, em 14 de fevereiro de 2022

O youtuber bolsonarista Marcelo Frazão (54) foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo pelo crime de homofobia, após gravar um áudio, que viralizou no WhatsApp e Facebook, afirmando a vacina CoronaVac “poderia alterar o código genético” e causar “síndromes graves” como “câncer” e “homossexualismo [sic]”.

Frazão também afirmou no áudio que a vacina é uma “pauta comunista que tem como objetivo reduzir a população mundial” e que “as pessoas que a tomarem vão passar a ter problemas gravíssimos de saúde”. “Os filhos e os netos vão ter problemas graves porque ela (a vacina) vai alterar o código genético”, diz o bolsonarista em áudio. “Quando seu filho for ter o filho dele, ele vai nascer com problema. O menino pode deixar de ser menino, vai virar menina. A menina deixa de ser menina e vira menino.”

Marcelo Frazão foi condenado a dois anos e quatro meses de reclusão em regime aberto, mas a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade, sendo uma hora de tarefa por dia de condenação. Além disso, o TJSP ainda o condenou ao pagamento de indenização por dano moral coletivo de 50 salários mínimos, o equivalente a R$ 60,6 mil. No entanto, Frazão ainda pode recorrer dessa última decisão.

Segundo o Ministério Público, Frazão “agiu de forma claramente preconceituosa”. “O comportamento sexual, a orientação sexual e a identidade de gênero não são doenças e não podem ser provocadas por medicamentos ou cargas virais”, declarou o promotor Willian Daniel Inácio. O promotor também disse que “as mensagens de áudio e texto divulgadas pelo denunciado são homofóbicas e transfóbicas, revelando aversão odiosa à orientação sexual e à identidade de gênero de número indeterminado de pessoas, ao compará-las a doenças e ao sugerir sua ligação com questões genéticas”.

Em sua defesa, o YouTuber bolsonarista disse que não é homofóbico e que a fala foi “retirada do contexto”. Segundo ele, o áudio corresponde a parte de uma suposta aula de genética. O condenado disse que não considera homossexualidade uma patologia, mas que só existem os sexos feminino e masculino. Por outro lado, durante o interrogatório ele disse que não acredita na existência da COVID-19 e nem na vacina para a doença, dizendo que “ambos são assuntos políticos” e que “a vacina é um crime contra a humanidade”. O canal de Marcelo Frazão foi banido pelo YouTube.

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1 Response

  1. Observador disse:

    Que dimensão o “Armário” poderá ter por quem não tem coragem para ser o que é, em especial, quanto a sexualidade! Lembrando da máxima: “tampa e panela”. Se há penetracao, há ânus e pênis ereto (por ele)!

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