22 de maio de 2024

Publicado pelo portal Mundo Boa Forma, em 05/04/2024

Imagem: Reprodução Instagram/@cityofhope

Mais um passo importantíssimo na medicina foi tomado recentemente: Paul Edmonds, 68 anos, é a primeira pessoa curada do vírus do HIV. O homem fazia parte de um grupo de pessoas que vem apresentando a remissão total da doença.

Há cinco anos, Edmonds passou por um delicado transplante de células-tronco com material de uma pessoa com o organismo com uma mutação resistente ao HIV. O homem está há três anos sem tomar os medicamentos antirretrovirais, chegando a cinco, poderá ser considerado totalmente curado do vírus. Até agora, não há qualquer sinal do vírus em seu organismo.

O tratamento é caro, bastante delicado e Paul só passou pelo procedimento devido ao tratamento para outra doença séria: uma leucemia mieloide aguda, tipo de câncer no sangue, do qual ele também está curado. 

Agora, o artista plástico tem como objetivo contar a sua história de esperança para outras pessoas. “Me sinto maravilhoso. Já faz cinco anos desde que fizemos o transplante, me sinto ótimo. Sou considerado curado para a leucemia e o HIV segue em remissão. Está tudo ótimo”, celebrou, ao jornal O Globo.

O caso ganhou notoriedade após o City of Hope, um dos maiores centros de tratamento do câncer do mundo, localizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, divulgar sua história. Edmonds ainda é um personagem ativo nas redes sociais da instituição. Mas, mesmo que esteja quase 100% livre do HIV, o homem precisará de acompanhamento médico. 

“(…) No começo, passava por exames todas as semanas. Depois, um a cada 14 dias e, então, uma vez a cada três semanas, uma vez ao mês… Agora, faço uma vez a cada seis meses. Em breve, assim espero, será só uma vez ao ano. Tenho que viajar cerca de duas horas para chegar ao hospital e ver o doutor, não é tão fácil”, explicou.

Além disso, Edmonds contou mais detalhes sobre o transplante de células-tronco e disse que foi muito menos assustador do que parece. “É parecido com uma transfusão de sangue. Levou cerca de 30 minutos. Não senti nada, sabe? Não fiquei com mal-estar ou algo assim. Eles (os médicos) não sabem como você irá reagir”, detalhou.

“É bem arriscado, se algo não der certo, o seu corpo pode rejeitar. Há problemas que podem até ser fatais. Mas não passei por nada disso. Tive um quadro de doença do enxerto contra hospedeiro (complicação comum a transplantes do tipo), algumas aftas e os olhos ficaram um pouco secos. Foi apenas isso”, descreveu.

Atualmente, Edmonds entende a importância de sua história para a humanidade e a ciência. “Me levou um tempo até entender o que eu represento para muitas pessoas. Tenho participado de conferências sobre HIV para algumas pessoas (médicos e cientistas), sou um exemplo do que eles estão trabalhando para que aconteça. Tem sido uma grande experiência. Passarei, inclusive, meu aniversário de 69 anos, no mês de julho, na Conferência Internacional de HIV, em Munique, na Alemanha”, comemorou.

Com a garantia de uma vida longa e saudável, Paul declara como gostaria de viver a vida a partir de agora: “Quero continuar o que estou fazendo agora. Seguirei pintando quadros e conversando em conferências sobre HIV”. 

O homem não conseguiu contato com seu doador. “Enviei uma carta, mas ele prefere se manter anônimo. Eu respeito isso. Tudo que sei é que trata-se de um homem dos Estados Unidos que hoje deve ter uns 40 anos. Adoraria conhecê-lo, mas respeito o desejo dele”, concluiu.

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