4 de março de 2024

Nomeação de Gabriel Attal acontece após o pedido de demissão de Élisabeth Borne, que chefiou o Parlamento por cerca de 20 meses

Publicado pelo portal g1, em 09/01/2024

Gabriel Attal, novo primeiro-ministro da França, em foto de arquivo (Foto: Joel Saget / AFP)

O presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou nesta terça-feira (9) Gabriel Attal como o novo primeiro-ministro do país. Ele será o primeiro-ministro mais jovem da história da França (34 anos) e o primeiro a ser abertamente gay.

Macron tem lutado para lidar com um parlamento mais turbulento desde que perdeu a maioria absoluta pouco depois de ser reeleito em 2022. “A dupla Macron-Attal pode trazer uma nova vida (ao governo)”, disse o pesquisador da Harris Interactive, Jean-Daniel Levy.

Na França, o cargo de primeiro-ministro é um líder do governo no Parlamento e subordinado ao presidente. É diferente, por exemplo, da Inglaterra, onde o primeiro-ministro é na, na prática, o chefe do Poder Executivo.

A mudança acontece um dia depois de Macron aceitar a demissão de Élisabeth Borne. Ela assumiu o cargo de primeira-ministra em maio de 2022. A ex-ministra de 62 anos foi a segunda mulher a chefiar o governo francês.

Durante os 20 meses dela como chefe, o governo não teve maioria absoluta no Parlamento. Esse período foi marcado pelas discussões da reforma da Previdência, imposta por decreto, e por um episódio de distúrbios urbanos em meados de 2023.

A medida não acarreta uma grande mudança política, mas sinaliza um desejo de Macron de tentar melhorar as chances do seu partido centrista nas eleições de junho na União Europeia. As pesquisas de opinião mostram que o campo de Macron está atrás do partido da líder de extrema direita Marine Le Pen por cerca de 8 a 10 pontos percentuais.

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1 thought on “Macron nomeia primeiro-ministro mais novo da história e primeiro abertamente gay

  1. O Poder Legislativo, pelo Mundo, tem que se “atualizar” mesmo. O Brasil desde o Censo de 2010, constatou que mais da metade das residências é habitada por uma pessoa, paradoxalmente, o Congresso Nacional está “debruçado” em manter o conceito de casamento entre “homem e mulher”! Uma curiosidade: se consultada a parcela da população que mora sozinha sobre casamento homoafetivo, quantos aderiram ao casamento formalizado. Não sejamos ingênuos que todas essas pessoas vivam como se “assexuadas” fossem!!!

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