4 de março de 2024

Publicado pela Agência de Notícias da Aids, em 03/01/2024

O uso de antirretrovirais na Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP) ao HIV são exemplos de como o uso de tecnologia em medicina a serviço da prevenção pode evitar que novas pessoas se infectem.

A PrEP é um método preventivo que consiste no uso diário ou sob demanda de um comprimido antirretroviral por pessoas que não vivem com o HIV, mas que estão expostas à infecção. A Profilaxia Pós-Exposição (PEP), por outro lado, é uma medida preventiva de urgência que atende indivíduos já expostos ao vírus por diferentes motivos. O tratamento é realizado por meio de dois medicamentos antirretrovirais diários ao longo de 28 dias, de modo a eliminar o HIV.

PrEP

A PrEP consiste em tomar comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus e vem se tornando uma alternativa terapêutica eficaz para prevenir novos casos e garantir uma vida sexual mais saudável, combinada a práticas sexuais mais seguras.

Além disso, a pessoa em PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV e outras ISTs. A testagem regular e investigação de sinais e sintomas para outras ISTs permite o diagnóstico e tratamento oportuno, interrompendo a cadeia de transmissão. A periodicidade da testagem pode variar entre três meses e uma vez ao ano, conforme a atividade sexual de cada pessoa.

Especialistas recomendam o uso para pessoas que adotam comportamentos que potencializam os riscos da infecção, o que inclui deixar de usar camisinha de forma frequente, ter relações sexuais sem preservativo com pessoas com HIV que não estejam em tratamento, apresentar ISTs com frequência e fazer uso repetido da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV.

A PrEP também é recomendada em contextos de relações sexuais em troca de dinheiro ou objetos de valor e para adeptos à ao “chemsex”, prática sexual sob a influência de drogas psicoativas como metanfetaminas, gama-hidroxibutirato (GHB), MD, cocaína ou poppers.

Existem duas modalidades de PrEP disponíveis no SUS

PrEP diária: consiste na tomada diária dos comprimidos, de forma contínua, indicada para qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade ao HIV.

PrEP sob demanda: consiste na tomada da PrEP somente quando a pessoa tiver uma possível exposição de risco ao HIV. Deve ser utilizada com o uso de dois comprimidos de 2 a 24 horas antes da relação sexual, + 1 comprimido 24 horas após a dose inicial de dois comprimidos + 1 comprimido 24 horas após a segunda dose.

Segundo o Ministério da Saúde, a PrEP sob demanda é indicada para pessoas que tenham habitualmente relação sexual com frequência menor do que duas vezes por semana e consigam planejar quando a relação sexual irá ocorrer.

Em quanto tempo a PrEP começa a fazer efeito?

O ministério orienta que mulheres cisgênero, pessoas trans ou não binárias designadas como sexo feminino ao nascer, e qualquer pessoa em uso de hormônio a base de estradiol, que façam uso de PrEP oral diária, devem tomar o medicamento por pelo menos sete dias para atingir níveis de proteção ideais. Assim, antes dos sete dias iniciais de introdução da PrEP, devem ser adotadas medidas adicionais de prevenção.

Homens cisgêneros, pessoas não binárias designadas como do sexo masculino ao nascer, e travestis e mulheres transexuais — que não estejam em uso de hormônios à base de estradiol — e que usem PrEP, seja ela diária ou sob demanda, devem tomar uma dose de dois comprimidos de tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC) de 2 a 24 horas antes da relação sexual para alcançar níveis protetores do medicamento no organismo para relações sexuais anais.

PEP

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida preventiva de urgência que atende pessoas expostas ao vírus da aids por diversos motivos: relação sexual consentida (quando o preservativo rompe, escapa ou não é usado), exposição ocupacional e violência sexual, por exemplo. A profilaxia é oferecida em diferentes estabelecimentos de saúde.

A PEP também é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da Prevenção Combinada, cujo principal objetivo é ampliar as formas de intervenção para atender às necessidades de cada pessoa ou ainda das possibilidades de inserir o método preventivo na sua vida. Essas medidas visam evitar novas infecções seja pelo HIV ou pela hepatite B e outras IST.

Como funciona a PEP para o HIV?

Como profilaxia para o risco de infecção pelo HIV, a PEP tem por base o uso de medicamentos antirretrovirais com o objetivo de reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus.

Trata-se de uma urgência médica e deve ser iniciada o mais rápido possível – preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição de risco e no máximo em até 72 horas. A profilaxia está disponível nos serviços de aids e nas unidades de saúde de urgência e emergência e deve ser realizada por 28 dias.  A pessoa tem que ser acompanhada pela equipe de saúde, inclusive após esse período realizando os exames necessários.

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