14 de abril de 2024

Publicado pelo portal Alô Alô Bahia, em 20/03/2024

Mestra em Educação e Contemporaneidade e especialista em gênero, raça, sexualidade e etnia na formação de educadores, ambos pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a intelectual, escritora e criadora de conteúdo Thiffany Odara tem muito a acrescentar no universo da educação e agora no doutorado da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A pesquisadora passou em primeiro lugar na seleção e já iniciou as aulas.

A pensadora trans iniciou sua trajetória bem antes de acessar os espaços acadêmicos, quando fortaleceu o quanto seu pensamento é insurgente e é referência quando o assunto é pensar em uma educação inclusiva, não violenta, acolhedora e diversa. Tudo isso pode ser acessado através das suas produções intelectuais, a exemplo do livro “Pedagogia da Desobediência: Travestilizando a Educação”, resultado da especialização. 

A “Pedagogia da Desobediência” é um método que pode ser utilizado em diferentes espaços a fim de que estes se tornem cada vez mais justos e equânimes. “A Pedagogia da Desobediência vem como uma proposta de mudança não somente para as escolas formais, mas para todo espaço de educação, seja público ou privado, empresas, organizações, tudo que se predispõe a mudar a forma de pensar e agir para acolher a diversidade. E o doutorado vai contribuir para fortalecer essa teoria”, afirma Thiffany Odara. 

Publicado em 2020, na Coleção Saberes Trans, da editora Queer Livros, o livro promove um olhar para o movimento de mulheres trans e travestis entendendo-as como produtoras de conhecimento e saberes diversos para, a partir daí, propor a travestilização dos espaços educacionais e construção de um modelo de educação que acolha a diversidade.

Para tanto, é necessário que esse processo educacional seja desobediente, como propõe a autora desde o título do seu livro. O livro “Pedagogia da Desobediência: Travestilizando a Educação” pode ser encontrado no site da editora, bem como em plataformas de venda como a Amazon ou em lojas físicas como a Katuka Africanidades que fica no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador.

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