4 de março de 2024

Lançada na quarta-feira (24), cartilha pretende contribuir para aumentar escolaridade da população trans

Por Muka Oliveira
Publicado pelo portal Observatório G, em 24/01/2024

Rô Vicentte (Divulgação)

TODXS, organização sem fins lucrativos dedicada à promoção da cidadania e do protagonismo de pessoas LGBTI+, lançou na última quarta-feira (24) o Guia de Boas Práticas Mês da Visibilidade Trans e Travestis, uma cartilha com orientações práticas concebida promover a inclusão, inserção e retenção de pessoas trans e travestis nas empresas brasileiras. O documento foi disponibilizado nas proximidades do Dia Nacional da Visibilidade Trans (29), que marca o mês de orgulho e luta por mudanças estruturais em espaços públicos e privados desta população. 

“Infelizmente ainda vivemos no país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo, por 14 anos seguidos. Não bastando essa perseguição aos nossos corpos, ainda temos que lidar com a falta de empregabilidade e a evasão escolar. Cerca de 90% de pessoas trans e travestis ainda trabalham nas ruas vendendo os seus próprios corpos, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais. E 82% abandonam o ensino médio entre 14 e 18 anos, segundo a Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil”, destaca a especialista em comunicação da TODXS, Rô Vicentte. 

Na cartilha, estão presentes informações rápidas, como as explicações das diferenças entre orientação sexual e romântica, sexo biológico e expressão de gênero, que podem causar confusão entre pessoas menos familiarizadas com os termos. É possível, ainda, encontrar uma linha do tempo das principais conquistas da população trans e travesti no Brasil e uma lista com as principais formas de discriminação no mercado de trabalho. 

“Há um CIStema feito para nos excluir, uma fórmula criada para que não possamos sair da margem. Esse CIStema, com C, é uma provocação não é só gramatical, mas também para as próprias pessoas que são protagonistas na sociedade. Locais de poder e liderança continuam sendo ocupados por pessoas cisgêneras. É necessário fazer a inclusão acontecer, e este guia contém um passo a passo de como podemos incluir pessoas trans e travestis dentro do mercado de trabalho sem constrangê-las”, finaliza Rô.

A cartilha pode ser acessada aqui

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1 thought on “Mês da Visibilidade Trans: TODXS cria guia para boas práticas nas empresas

  1. Não se pode isolar o Profissional do Pessoal! Quando há afastamento desses aspectos do ser humano é mais pelos Individuos do que pelo Coletivo! Tanto que chegou aquela máxima, atualmente: “do Consentido ou Não”! E entre homens percebi a necessidade de certo jogo de cintura: afinal a ereção como que fala antes do conversar; quando, numa ocasião, fui trabalhar direto com o chefe, vim sentindo “dificuldade” em externar vontade de “estar com ele”, até que ele teve a iniciativa! Foi um dia em que estivemos juntos quase por 10 horas: transa fluiu naturalmente! Numa ocasião em que o telefone convencional “tocou” e ele não pode atender (devido a distancia), comentei eles presumem sobre a relação nossa, mas não comentarão e de fato, quem ligou, nem perguntou porque ele não atendeu 🙂

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