O impacto do “3 EM 1” na adesão ao tratamento antirretroviral

Diego Callisto, colaborador da Vira em Juiz de Fora
Publicado pela Agência Jovem de Notícias

(Andy McCarthy UK/Creative Commons)

(Andy McCarthy UK/Creative Commons)

Em janeiro desse ano, a tão esperada medicação em dose fixa combinada (DFC), o “3 EM 1”, passou a ser distribuída em todo Brasil. Segundo nota do Departamento de Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, desde junho do ano passado ela já estava sendo distribuída para novos pacientes que iniciaram o tratamento antirretroviral nos dois estados com a maior taxa de detecção para HIV de acordo com o boletim epidemiológico, Rio Grande do Sul e Amazonas.

Atualmente, o “3 EM 1” já chegou a rede pública de saúde dos municípios de todos os estados brasileiros com a ousada previsão de beneficiar inicialmente 100 mil novos pacientes com HIV esse ano. O “3 EM 1” vem com a proposta de facilitar e contribuir para adesão ao tratamento antirretroviral bem como garantir sucesso terapêutico para que através dessa estratégia, haja um impacto direto e positivo na ambiciosa meta 90-90-90, a qual almeja que 90% das pessoas vivendo com HIV/AIDS conheçam seu diagnóstico; que 90% das pessoas que sabem de sua soropositividade recebam tratamento antirretroviral; e que 90% das pessoas que estão em tratamento tenham sua carga viral suprimida, mantendo-se saudáveis e reduzindo o seu risco de transmissão do HIV.

Considerando que o esquema preferencial de primeira linha de terapia antirretroviral é o Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Efavirenz (EFZ), como monodrogas, isto é, distribuídos separadamente, de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o Manejo de Infecção pelo HIV (PCDT), lançado no final de 2013, há uma sugestão de uso do “3 em 1”, dose tripla combinada desses 3 antirretrovirais citados acima, quando disponível, objetivando atender melhor às necessidades das pessoas vivendo com o vírus HIV bem como fornecer mais qualidade de vida e fortalecer a adesão em relação ao tratamento.

Hoje o “3 EM 1” encontra-se disponível para todas as pessoas, que vão iniciar o tratamento e que já estão em tratamento, somente nos estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que também foram os pioneiros na distribuição do “3 EM 1” para pacientes novos. As outras 25 unidades da federação ainda mantém a recomendação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, distribuir os “3 EM 1” somente para pacientes novos que forem iniciar o tratamento antirretroviral, recomendando que os pacientes que já estão em uso desse esquema, continuarão a ter acesso aos medicamentos de forma separada, na medida que a implantação da DFC (Dose Fixa Combinada) se dará de forma gradativa e progressiva, com previsão de distribuição igual em todo território nacional, abarcando pacientes novos e antigos, prevista para o primeiro semestre de 2015.

É importante ressaltar que o “3 EM 1” constitui uma estratégia propositiva de maneira a fortalecer a adesão das pessoas vivendo com HIV , sobretudo os jovens, ao tratamento antirretroviral, uma vez que muitos jovens apresentam problemas de tolerância, ingestão e posologia com relação aos esquemas de tratamento antirretroviral e, com acesso ao “3 EM 1”, eles passam a tomar somente 1 único comprimido, preferencialmente a noite, antes de dormir.

Aproveitando o tema, gostaríamos de convidá-los a participar de um censo realizado pela Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com Aids. Participe aqui!

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