Mãe é presa suspeita de matar filho homossexual esfaqueado

Publicado pelo portal A Tarde, em 12 de janeiro de 2017

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Adolescente foi morto a golpes de faca e em seguida teve corpo carbonizado (Reprodução | Facebook)

Mãe e padrasto de um adolescentes de 17 anos foram presos nesta quarta-feira, 11, após confessarem o crime no município de Cravinhos, no estado de São Paulo. Em entrevista ao G1, Dario Rosa, tio do menino afirmou que a mãe não aceitava a homossexualidade do filho, o que, para ele, teria sido o motivo do crime.

“Acho que a mãe tem que cuidar do filho e não fazer o que ela fez. Ele era um rapaz que trabalhava, era educado, era um menino, mas estava na fase de trabalhador”, disse o tio de Itaberli Lozano, que teve o corpo carbonizado após o crime.

A mãe de Itaberli, Tatiana Lozano, 32 anos, teria confessado o crime e dito que agiu em legítima defesa, atingido o filho com golpes de faca após uma briga. O tio da vítima contou ainda que as brigas entre mãe e filho eram comuns e que, no final do ano de 2016, ele teria ido morar com a avó por conta disso. Dias depois, o jovem retornou para casa, após receber uma ligação da mãe e desde então não foi mais visto.

“Chegou um carro em casa, ele entrou e saíram. Depois disso, minha mãe foi até a casa dele e perguntou. A mãe (Tatiana) disse que não sabia e falou que ele poderia estar morando na casa de algum amigo”, contou o tio do menino.

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Mãe e padrasto são suspeitos de cometerem o crime
(Foto: Reprodução | Facebook)

Após o homicídio, o padrasto do adolescente, Alex Pereira, 30 anos, teria levado o corpo para um canavial, onde teria ateado fogo. Os restos mortais da vítima foram encontrados no dia 7 de janeiro.

Na delegacia, Tatiana teria dito que o filho estava usando drogas e tinha se tornado violento, o que, para o tio do adolescente, não era verdade. Ele contou ainda que suspeita que mais pessoas possam estar envolvidas no crime.

O advogado do casal, Fabiano Ravagnani Junior, pediu a justiça a liberdade provisória do casal. Os acusados vão responder por homicídio e ocultação de cadáver. Tatiana foi encaminhada para a cadeia de Cajuru, e Alex para a cadeia Santa Rosa de Viterbo, ambas em São Paulo.

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