Deu positivo! E agora, o que devo fazer?

Publicado pelo site Vamos Contextualizar, em 11 de outubro de 2015

http://ig-wp-colunistas.s3.amazonaws.com/dimitri-sales/wp-content/uploads/2014/12/aids.jpgFiz o teste para HIV e deu positivo. E agora, o que devo fazer?

Não fez o teste e tem medo de fazer? Quer aprender mais sobre a vida de uma pessoa que vive com HIV? Vamos aprender? A Eu e Ele é uma página no Facebook que trás informações diárias e importantes sobre HIV.

Veja agora 10 itens importantes para que você possa sanar suas dúvidas acerca da imunodeficiência adquirida e acabar com todos os estigmas acerca da doença.

1 – O teste é a unica forma de comprovar a sorologia positiva ou negativa. É sempre a melhor escolha. Só assim se pode tratar a doença, que não tem cura, mas se pode levar uma vida tão saudável quanto qualquer outra pessoa.

2 – O resultado positivo NÃO é sinal de morte. Hoje as pessoas soropositivas conseguem, com ajuda da terapia antirretroviral viver com o HIV de forma muito saudável. O inicio do tratamento de imediato com TARV é recomendado pelo Ministério da Saúde e reduz as chances da imunidade baixar drasticamente e ocorrer uma infecção oportunista.

3 – Existem cerca de 21 tipos de antirretrovirais, que, combinados, compõem o esquema de TARV. Cada pessoa necessita de um esquema, conforme seu estado de saúde e sua adaptação.

4 – Alguns esquemas são mais pesados que os outros e nem todas as pessoas apresentam reações ou efeitos colaterais. A adaptação é possível e cerca de poucos meses depois do início os efeitos pouco são sentidos.

5 – Pessoas que tomam ARV (antirretrovirais) e apresentam carga viral indetectável, ou seja, com quantidade de vírus menor que 40 cópias por ml de sangue, mantém seu sistema imunológico em ótimo estado e reduzem em cerca de 96% a chance de infectar alguém.

6 – Após o diagnóstico, a pessoa é encaminhada a um infectologista, que fará o pedido de exames como raio x, carga viral, cd4 e cd8, entre outros, para averiguar como anda a saúde. Conforme os resultados, um esquema de antirretroviral é prescrito. Os medicamentos são disponibilizados de forma totalmente gratuita pelo Governo Federal. Assim como demais serviços (psicologo, nutricionista, enfermeira, assistente social, etc) e o atendimento, em boa parte dos lugares, dá-se de forma humanizada.

7 – Quanto tempo eu tenho de vida? Tire isso dá sua cabeça! Hoje pessoas que se cuidam, tomam diariamente seu medicamento, alimentam-se bem, vivem tão bem quanto qualquer outra pessoa.

8 – Muitos médicos afirmam que hoje em dia uma pessoa com sorologia positiva para HIV tem uma vida melhor que outra que esteja acometido pelo diabetes.

9 – A sorologia NÃO pode ser informada por outras pessoas. A confidencialidade é direito da pessoa que vive com HIV.

10 – HIV/AIDS ainda têm uma carga histórica e social pesadíssima. Portanto, isolar-se é muito comum. Não faça isso. isolar-se, além de poder piorar a adesão, aumenta o sofrimento e as relações. A recomendação da página é: faça amizades com outras pessoas soropositivas, pessoas que vivam há muitos anos. O convívio com outras pessoas HIV+ ajuda na auto-aceitação e na troca de experiencias. Atualmente, existem alguns grupos online para pessoas HIV+, como o grupo da Eu e Ele, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS, entre outros. Para ser incluso/a, entre em contato com a página.

Essa matéria foi realizada em parceria com a Eu e Ele e a Vamos Contextualizar se prontificou a compartilhar para que possamos informar as pessoas e mostrar que é sim possível viver com HIV/AIDS. O que não dá é viver com o preconceito.

LEIA TAMBÉM: Dicas de como manter uma relação segura e saudável com um sorodiscordante

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