“A Lágrima de Deus” estreia em Salvador, no dia 30/11

O holocausto perpetrado pelo regime nazista, na Alemanha, e as barbáries cometidas em seus campos de concentração são fatos que envergonham a história da humanidade e dela não poderão jamais ser apagados. Este é o mote do espetáculo teatral “A Lágrima de Deus”, que estará em cartaz no Galpão Wilson Melo, no Forte do Barbalho, de 30 de novembro a 15 de dezembro de 2017, às quintas e sextas-feiras, às 20h, sendo que também haverá sessões às 18h, nos dias 14 e 15 de dezembro. O Forte do Barbalho fica na Rua Marechal Gabriel Botafogo, s/n, Barbalho, em Salvador A entrada é gratuita.

Júlio Cesar Ramalho assina a direção do espetáculo, que traz em seu elenco os veteranos atores Dado Ferreira, Edielson de Deus e Gésner Braga. “A Lágrima de Deus” é a segunda montagem do Núcleo de Pesquisas Cênicas, que já encenou “O Esgoto de Deus”, em 2015, produção pela qual Edielson de Deus foi indicado ao Prêmio Braskem na categoria “Ator Revelação”.

A peça narra a história de três prisioneiros de um campo de concentração, no ano de 1934, que experimentam momentos de necessária sanidade para manter-se vivos, mas também arroubos de loucura deflagrados pela persistente iminência da morte. Uma testemunha de Jeová, um deficiente físico e um homossexual dividem um pequeno galpão de confinamento onde tentam vencer as diferenças e arquitetar um plano de fuga na esperança de sobreviver ao cenário de horrores.

Segundo o autor, Ari Barranquilha, “a peça traz um recorte bastante específico do holocausto. Quando tratamos dos horrores da Segunda Guerra Mundial, costumamos nos referir sempre ao hediondo massacre de milhares de judeus. Mas esquecemos que também foram vítimas dessa barbárie homossexuais, testemunhas de Jeová, polacos, ciganos, deficiente físicos, entre outros. Nossa ‘Lágrima’ busca resgatar a história muitas vezes condenada à invisibilidade”.

O texto traz diversos aspectos da condição humana, não apenas aqueles vividos no contexto de guerra, nos anos 30 e 40. Ele também faz uma analogia com a opressão vivida, na atualidade, por minorias reféns nos campos de concentração da vida urbana marcada por violências, onde a desesperança e o medo são dominantes.

SERVIÇO

A LÁGRIMA DE DEUS

30 de novembro a 15 de dezembro de 2017, às quintas e sextas-feiras, às 20h. Sessões também às 18h, nos dias 14 e 15 de dezembro.

Galpão Wilson Melo, Forte do Barbalho, Rua Marechal Gabriel Botafogo, s/n, Barbalho, Salvador, Bahia.

Entrada franca.

TEXTO:
Ari Barranquilha

DIREÇÃO:
Júlio César Ramalho

ELENCO:
Dado Ferreira (Kurt)
Edielson de Deus (Hans)
Gésner Braga (Luber)

FICHA TÉCNICA:
Produção – Dado Ferreira
Cenografia – Júlio César Ramalho
Figurino – Júlio César Ramalho
Iluminação – Luciano Reis
Trilha sonora e edição de som – Charles Batista
Maquiagem – Roberto Laplagne
Fotografia – Charles Batista
Projeto gráfico – Charles Batista
Assessoria de imprensa – Gésner Braga

PÁGINA NO FACEBOOK:
https://www.facebook.com/alagrimadedeus/

Adé Bahia realiza mutirão solidário em prol da Casa A, projeto de acolhimento de pessoas LGBTs

O Instituto Adé Bahia realizará um mutirão solidário da diversidade em prol da CASA A, espaço focado na acolhida, defesa e promoção dos direitos humanos e sociais da população LGBTQIA+. O evento acontece no próximo domingo, 19 de novembro, a partir das 9h, na sede da entidade, localizada na Rua Primeiro Barreiro, n. 21, em Monte Serrat, Salvador, Bahia.

Na ocasião, será ministrada oficina de mosaico e grafite com artistas voluntários que irão ornamentar o espaço físico da CASA A. Além da oficina, o evento vai oferecer feijoada (R$ 20 o prato) e bebidas (água, refrigerante e cerveja) no local. Os valores arrecadados serão usados para custear a institucionalização e formatação da entidade. Com esse mesmo objetivo, será lançada uma “vaquinha on line“, mobilizando a sociedade na arrecadação de recursos para manutenção do projeto.

A CASA A é uma iniciativa do Instituto Adé Bahia. Trata-se de uma organização da sociedade civil estadual, sem fins lucrativos, com sede em Salvador e atuação em todo Estado da Bahia, centrada na defesa e promoção dos direitos humanos e sociais da população LGBTQIA+ e outras minorias sociais. A entidade foi constituída neste ano.

Inédito no Estado, o projeto é primeira casa de acolhimento para LGBTs da Bahia, inspirada em modelos de sucesso já implantados no Brasil e no exterior. Na capital, o foco serão as vítimas de violências e em situação de abandono, expulsos de seus lares em função da orientação sexual e identidade de gênero.

O projeto inclui serviços gratuitos de assistência social, psicologia e assistência jurídica. Funcionando como espaço de promoção e difusão cultural, arte e conhecimentos, através de cursos profissionalizantes (informática, empreendedorismo, idiomas, orientação profissional etc), através dos quais os jovens serão capacitados para o mercado de trabalho.

O Instituto Adé Bahia desenvolve diversos trabalhos de forma voluntária e gratuita, em favor dos direitos humanos, especialmente de minorias sociais, envolvendo afrodescendentes, mulheres e, sobretudo, a comunidade LGBTQIA+ no Estado da Bahia.

SERVIÇO

Quando: 19 de novembro
Onde: Sede CASA A – Rua Primeiro Barreiro, n. 21, Monte Serrat, Salvador, Bahia.
Programação:
– 9h: Oficina de grafite e mosaico
– 11h30: Feijoada. Valor do prato: R$ 20,00

Vendas do convite através dos contatos abaixo e no local:
(71) 99115-1819 (Larissa)
(71) 9 9153-4000 (Lucas)
(71) 9 9182-8201 (Rafaela)
Obs.: No caso de compra de ingressos no dia do evento, pede-se confirmação de presença com antecedência mínima de 48 horas por meio dos contatos acima, para melhor planejamento.

Mais informações sobre o projeto.
(71) 98791-8884 (WhatsApp)
institutoadebahia@gmail.com

Instituto Adé Bahia nas redes sociais:
Instagram: www.instagram.com/institutoade
Facebook: www.facebook.com/institutoade

Adé Bahia participa do 91 Family com projeto de revitalização de muros

Fonte: “Saiu no Blog”, em 11 de outubro de 2017

O Instituto da Diversidade Adé Bahia deu início às suas atividades em Salvador ao participar do evento 91 Family, que aconteceu no último dia 15, no final de linha do Jardim Santo Inácio, como parte do projeto de mutirão “Pinta aí”, que busca revitalizar os muros da capital baiana. Na ocasião, foram realizadas diversas atividades como grafite, palestras, música, dança e muito mais.

O Adé é uma organização sem fins lucrativos, com sede em Salvador, que visa a atuar em todo o Estado. O foco do instituto é a defesa e promoção dos direitos humanos e sociais, da equidade e da diversidade de gênero. A entidade trabalha para a sistematização e promoção de políticas públicas voltadas à população de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexuais, assexuais e outras minorias sociais.

Depoimentos

Lucas Madureira, presidente do Adé: “A comunidade do Jardim Santo Inácio foi bem acolhedora. O projeto que foi desenvolvido lá levou muita vida e cultura paras os moradores. Levamos uma palestra sobre educação sexual e de gênero. Podíamos ver nos olhos deles a novidade que era falar sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e o autoconhecimento do prazer. Não encontramos na platéia uma só mulher que já havia visto ou usado um preservativo feminino e sequer sabia como usá-lo. Trouxemos na discussão a necessidade da liberdade feminina no sexo. Ela precisa sentir prazer e não ser usada como objeto para tal. A mulher precisa conhecer seu corpo, saber seus limites. Se não tem prazer, não tem sexo. Ver que nossos projetos começam a andar de mãos dadas com quem precisa me emociona, me dá a certeza que o Instituto está seguindo no caminho certo com passos acertados.”

Gesia Oliveira, estudante: O evento de grafite que aconteceu no último dia 15, no Jardim Santo Inácio, foi essencial para o Adé Bahia dar início a uma ação que ocorreu no bairro. Inicialmente, fomos apresentados aos grafiteiros e aos seus trabalhos e fizemos um tour pela área. Em seguida, demos início à divulgação da ONG e à conscientização sobre as DSTs, bem como sobre a sífilis que está afetando mulheres e gestantes. Foi muito interessante. Creio que conseguimos passar um pouco da mensagem da Adé, além de conscientizar sobre as DSTs.

Confira as fotos do evento:

Projeto para o respeito à diversidade sexual e de gênero na UFBA será lançado no próximo dia 19 

Propor políticas para o respeito à diversidade sexual e de gênero na Universidade Federal da Bahia. Esse é o principal objetivo do projeto aceita!, que será lançado na próxima quinta-feira, dia 19 de outubro, às 16h, na Praça das Artes, no campus de Ondina, em Salvador. O lançamento contará com falas de diversas autoridades da UFBA, de coordenadores do projeto e performances artísticas. Além disso, no local será montado um estande da Defensoria Pública da Bahia para realizar um multirão para a  retificação de nome e sexo nos documentos de travestis e transexuais (ver abaixo dos documentos necessários).

O projeto aceita! inicialmente realizará uma escuta em toda a comunidade acadêmica para dimensionar a variedade dos problemas enfrentados por docentes, discentes, técnicos-administrativxs e tercerizadxs em relação aos preconceitos causados pela falta de respeito à diversidade sexual e de gênero na UFBA. Essa escuta será realizada através de um formulário eletrônico  (https://goo.gl/forms/Vspf7NFVe5JrU2Ac2) e de grupos focais nas unidades da Universidade. Após essa escuta, o grupo irá propor uma série de ações para uma política de respeito à diversidade sexual e de gênero na UFBA. O grupo é coordenado pelo professor Leandro Colling (IHAC) e pelas professoras Graciela Natansohn (Facom) e Maíra Kubik (NEIM), junto com mais nove bolsistas (Leandro Stoffels, Rosângela Maria Batista, Rebeca Sousa, Victória Santana, Samira Soares, Izzadora Sá, Crisângelo Cerqueira, Ariane Senna e Malayka SN).

O projeto foi contemplado no Edital Sankofa , da PROAE (Pró-reitoria de Assistência Estudantil), e também tem como objetivo contribuir para a elaboração de um protocolo institucional contra as violências de gênero e sexualidade na UFBA, de modo a contemplar medidas de prevenção, sensibilização, divulgação e intervenção em casos de denúncias.

O evento de lançamento do projeto contará com apresentações e performances artísticas diversas comandadas pela drag Malayka SN. Já estão confirmadas as apresentações da banca Transbatukada, composta por pessoas trans, e das artistas Rosa Morena, Amanda Moreno, Petra Perón, Rozin Daltro, Loren Tava, Kaysha Kutner, Cia Versátil, Ah Teodoro e Yuri Tripodi.

As pessoas trans que desejarem ingressar com processo de retificação de nome devem trazer os seguintes documentos (original e cópia): RG, CPF, comprovante de residência, eventuais documentos sobre intervenção corporal ou hormonal, fotos que demonstrem que no convívio social se porta com o gênero auto-determinado, escritos (cartas, emails etc) diversos que comprovem que a pessoa já usa o seu nome social, certidão negativa de antecedentes criminais, quatro testemunhas com nome, identidade e endereço (não pode ser parente ou amigo íntimo), certidão do 4º cartório de protesto de títulos e documentos (localizado na rua Pará, Edifício Amazonas Empresarial, 278, Pituba), Certidão de Quitação Eleitoral, Certidão da Justiça Federal, Cível, Criminal e Execução Penal, Certidão da Justiça Estadual, Cível, Criminal e Execução Penal. Em caso da pessoa não estar com todos os documentos, deve comparecer ao local para abrir o processo.

Mais informações sobre o projeto em:

https://www.facebook.com/Projeto-aceita-282457352248448

https://www.instagram.com/aceitaufba/

aceitaufba@gmail.com

www.aceita.ufba.br (A ser lançado em breve)

OAB/BA e UNINASSAU realizam palestras sobre casamento homoafetivo e direitos LGBT, em Salvador

A Comissão da Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia e a UNINASSAU realizarão palestras sobre casamento homoafetivo e direitos LGBT. O evento acontece na próxima terça-feira, 17 de outubro, a partir das 18h30, na sede da UNINASSAU, localizada na Rua dos Maçons, 364, 9º andar, Auditório Calmon de Passos, Pituba, em Salvador, Bahia. Será fornecida certificação às pessoas presentes, a ser enviada por e-mail. Clique AQUI para fazer sua inscrição.

Durante todo o evento, será realizado procedimento para habilitação a casamento, promovido pelo Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, do bairro de Nazaré, em Salvador.

Confira a programação abaixo:

18h30 – PALESTRA 1:

A desburocratização do Casamento Homoafetivo e da Conversão de União Estável em Casamento e o papel dos Cartórios de Registro Civil das Pessoas Naturais da Bahia após a privatização

Expositor:

Christiano Cassettari, doutor em Direito Civil pela Universidade de São Paulo – USP, mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, especialista em Direito Notarial e Registral pela PUC-MG, Diretor da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN-BR e oficial titular do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, do bairro de Nazaré, em Salvador.

20h – PALESTRA 2

“Direitos LGBT e LGBTfobia: uma análise a partir da decisão liminar sobre a resolução 01/99 do CFP”

Expositores:

1) Gabriela Silva, psicóloga, mestra em Saúde Comunitária pelo Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, militante da Marcha Mundial das Mulheres;

2) Leandro Lopes Pontes Paraense, advogado, mestre em Direito pela UFBA, vice-presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia – OAB BA;

3) Anderson Fontes, psicólogo, conselheiro do Conselho Regional de Psicologia da Bahia, mestre em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo e doutorando em Psicologia Social, ambos pela UFBA.

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Multidão protesta em São Paulo contra a ‘cura gay’: “Não somos doentes!”

Manifestação ocorreu em repúdio a liminar que abre uma brecha para que psicólogos ofereçam pseudoterapias de reorientação sexual

Publicado pelo portal El País, em 22 de setembro de 2017

Manifestação na avenida Paulista contra a ‘cura gay’, nesta sexta-feira. (Foto: Fernando Bizerra Jr. / EFE)

Milhares de pessoas — ainda não se sabe quantas ao certo — ocuparam nesta sexta-feira algumas quadras da avenida Paulista, a principal via de São Paulo, e marcharam até o centro da cidade para gritar que pessoas lésbicas, gays, bissexuais ou transsexuais não são doentes. O motivo concreto da indignação é a liminar concedida por um juiz federal que abre uma brecha para que psicólogos possam oferecer pseudoterapias de reorientação sexual, popularmente chamadas de cura gay, algo até agora expressamente proibido pelo Conselho Federal de Psicologia. “É um absurdo criminalizar a população LGBT, falar que nossa orientação sexual ou nossa identidade de gênero é uma doença. Porque não é. E é um absurdo ter que protestar por causa disso em pleno 2017”, diz Victória Gonçalves, estudante de História e Ciências Sociais de 19 anos. “Estamos aqui para reivindicar nossos direitos de amar que a gente quiser e poder ser quem nós somos sem sermos recriminados por isso”, acrescenta ela, que levava um cartaz com a seguinte frase: “Nossa sociedade está doente de normalidade”.

A multidão, formada sobretudo por jovens, muitos deles segurando bandeiras arco-íris e cartazes — e também com alguma purpurina colorida no rosto —, começou a se formar em frente ao MASP a partir das 17h. Duas pessoas acabaram detidas após um confronto com policiais militares, segundo relatos. Por volta das 19h30, milhares desciam a rua Augusta, que foi tomada por completo, cantando: “Eu beijo homem, beijo mulher, tenho o direito de beijar quem eu quiser!”. Ou gritando: “Um dois três, quatro cinco mil, pega a cura gay e vai pra puta que pariu!”. Em alguns momentos também entoando: “As gay, as bi, as trans e as sapatão, tá tudo organizada pra fazer revolução!”.

Meire Aparecida de Oliveira, de 48 anos, conta que está casada com uma mulher e que sua filha, de 17 anos, também é lésbica. “Outro dia uma amiga dela que estava com sua namorada foi agredida dentro do trem por ser lésbica. Então nos preocupamos muito”, explica ela, que é analista de atendimento e forma parte do coletivo Mães pela Diversidade. “Quando a gente consegue ter o nosso espaço, sempre tem alguém querendo tirá-lo. Mas o que você faz entre quatro paredes não diz respeito a ninguém. Eu pago minhas contas, tenho minha vida profissional e minha vida cidadã como todo mundo”.

Grávida de sete meses, Ana Tainá Dias Moura tem uma preocupação similar com o futuro de seu filho. “Não quero que ele viva em uma sociedade tão opressora como a nossa. Que ele possa ser o que quiser, gostar de quem quiser, sem ter todos os preconceitos em cima dele”, diz a jovem, que tem 21 anos e foi à passeata com outras duas amigas. Lá também estava a transexual Ave Abay Omi, para quem “ir para as ruas é a única forma que temos de autenticar o que a gente quer realmente”. Ela diz esperar ainda “uma solução justa para todos, sempre no intuito de se chegar a paz”.

Arthur Berman acredita, entretanto, que “a população LGBT tem que estar muito mais presente na rua”. “O maior movimento é a parada e depois tudo acaba. As pessoas só voltam quando tem um massacre de Orlando ou esse absurdo da cura gay“, diz o jovem, que tem 17 anos e está no ensino médio. Ele opina que “a liminar vai cair”, mas que ainda assim devem continuar “apreensivos com os movimentos da Câmara”.

Assim como Arthur, o professor José Roberto Leme opina que a população LGBT está pouco presente nas ruas para reivindicar seus direitos. “É a primeira vez que, fora a parada gay, nos reunimos para fazer algo. As últimas paradas perderam o foco e as pessoas vêm muito pela brincadeira. Mas aqui o pessoal pegou uma causa e tá apoiando. Porque quando um juiz abre a possibilidade de ‘cura gay’, ele tá errado”, explica o professor, que tem 52 anos, dá aulas de Direito Constitucional, Sociologia e Filosofia e foi ativista em várias causas, entre elas as Diretas Já dos anos 80. O que muda o país, argumenta, “não é só a educação, porque a consciência das pessoas também tem que mudar”.

A manifestação seguiu até o Largo do Arouche, no centro da cidade. Conforme as pessoas se aproximavam de seu destino destino final, por volta das 20h30, aplaudiam as transsexuais que trabalham nas esquinas e hotéis da região. Em determinado momento, agachados no chão, todos repetiram as seguintes frases: “Esta justiça, que prendeu Rafael Braga, e que está contra os trabalhadores, é a mesma que ainda trata as pessoas trans como doentes. Não somos doentes! Não somos doentes!”. Enquanto isso, um homem comentava a outro: “É muito bom ver São Paulo viva”.

Manifestantes seguram faixa em manifestação contra a ‘cura gay’, em SP. (Foto: Nelson Almeida / AFP)

OAB/BA apresenta Divinas Divas em Salvador

O documentário Divinas Divas, com direção de Leandra Leal, terá apresentação em Salvador, no próximo dia 25, sexta-feira, às 18h50, no Cinema do Museu (Av. Sete de Setembro, 2195, Vitoria), seguida de debate com a produtora Natália Ney e a atriz e cantora Divina Valéria. O evento é uma iniciativa da Escola Superior de Advocacia e da Comissão de Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia da OAB/BA.

O documentário acompanha o reencontro das artistas para a montagem de um espetáculo, trazendo para a cena as histórias e memórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época. Divinas Divas, além de mostrar um lado pouco comum das pioneiras artistas travestidas do Brasil, serve de inspiração para buscarmos um mundo mais inclusivo e respeitador a qualquer tipo de manifestação individual, ainda que não seja igual a sua.

O QUE: Divinas Divas
QUANDO: 25/08, às 18:50
ONDE: SaladeArte Cinema do Museu, Corredor da Vitória, Salvador, Bahia
QUANTO: R$24,00 inteira/R$12,00

ATENÇÃO: Reserva gratuita pelo site e pagamento no dia do evento. Advogados pagam meia (R$ 12).

FICHA TÉCNICA:
Direção: Leandra Leal
Roteiro: Carol Benjamin, Leandra Leal, Lucas Paraizo e Natara Ney
Produção: Carol Benjamin, Leandra Leal, Natara Ney e Rita Toledo
Direção de Fotografia: David Pacheco
Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto
Montadora: Natara Ney
Elenco: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Eloína dos Leopardos, Fujika de Halliday, Marquesa e Brigitte de Búzios

Fontewww.sympla.com.br/esarte-apresenta-divinas-divas__171902

Movimento social realiza Feijoada Pink em Salvador

O Movimento Unificado das Paradas LGBTIQ da Bahia (MUB-LGBTIQ-BA) é uma entidade surgida a partir da necessidade de proporcionar aos eventos de bairros – no caso específico, as paradas – um lastro de luta por direitos humanos e políticas públicas, aliado ao caráter festivo típico dessas comemorações. Seus membros pretendem registrar formalmente a entidade e, com esta finalidade, organizarão a “Feijoada Pink” para arrecadar verbas e reunir lideranças. O evento, que também terá show de Dion Santiago e artistas convidados, será realizado no dia 6 de agosto, a partir das 13h, no ginásio do Sindicato dos Bancários da Bahia, localizado na Ladeira dos Aflitos, 60, no Centro de Salvador. O ingresso custa R$15 e pode ser adquirido por meio dos telefones (71) 99209-6518 e 98635-5324. Na ocasião,  serão sorteados desconto de 70% para os cursos de Contabilidade e Administração de Empresas do Instituto de Ciências e Tecnologia da Bahia.

Sérgio Noronha, presidente do MUB, que hoje conta com 29 membros, destaca a importância da existência de uma entidade voltada à organização de paradas LGBTIQ. “Essa visão de festa, comum ao olhar da maioria das pessoas que vão às paradas, é louvável, pois lazer e diversão são direitos de todos. Porém, é preciso desfazer esse estigma de que nossas paradas são eventos sem cunho político. Utilizá-las como meio de luta por políticas públicas e fazer delas um manifesto social em prol do segmento LGBTIQ é algo que fundamenta o propósito do Movimento Unificado das Paradas LGBTIQ da Bahia”, afirma Noronha.

O MUB-LGBTIQ-BA surgiu a partir de reuniões promovidas por representantes de entidades organizadoras das paradas na Capital baiana e realizadas no Comitê LGBT de Salvador, instância criada dentro da estrutura da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR). Na ocasião das primeiras reuniões, a coordenadora do Núcleo LGBT da SEMUR, Zu Mota Paim, prontificou-se a dar atenção ao grupo e teve imediato apoio da titular daquela Secretaria, Ivete Sacramento. Desde então, a entidade tem crescido e se fortalecido, com significativas conquistas nos últimos dois anos, a exemplo da isenção das taxas municipais para realização das paradas em Salvador.

Marcha para Jesus não confia nos políticos e defende respeito aos homossexuais nas escolas

Levantamento durante evento evangélico em São Paulo mostra matizes em discurso sobre gênero

Marina Rossi
Publicado pelo portal El País, em 16 junho de 2017

Marcha para Jesus no centro de São Paulo. (Paulo Whitaker/Reuters)

Todos os anos, milhares de fiéis se reúnem em São Paulo no dia do feriado de Corpus Christ para celebrar a fé. Denominada Marcha para Jesus, é convocado pela igreja Renascer em Cristo, a terceira maior denominação neopentecostal do país e uma das mais conservadoras entre as evangélicas. Na última edição, que reuniu 2 milhões nesta quinta-feira segundo os organizadores (não houve estimativa da polícia), foi realizado um levantamento inédito que mostra o perfil dos participantes da evento. E ao contrário do que poderia apontar o senso comum, as opiniões desses fiéis tem mais matizes com respeito à questão de gênero e de direitos das minorias LGBT do que o alinhamento fechado da influente bancada evangélica no Congresso, composta por 75 deputados federais e três senadores.

Com base em 484 entrevistas e com margem de erro de 4,5%, o estudo coordenado por professores da USP e da Unifesp encontrou que 77% dos entrevistados concordaram com a frase “a escola deveria ensinar a respeitar os gays”. Esse posicionamento colide com a forte oposição da bancada evangélica à discussão de gênero e sexualidade nas escolas, por exemplo. Outro ponto que sugere  que a sintonia entre base e parlamentares pode ter falhas é quanto ao apoio às reformas da Previdência e trabalhista e também ao ajuste fiscal, a agenda básica do Governo Michel Temer, que tem apoio da bancada no Legislativo. A maior parte (86%) acha que quem começou a trabalhar cedo, deve se aposentar cedo também, sem que haja uma idade mínima para a aposentadoria, como prevê o projeto que quer mudar as regras de aposentadoria. A maioria (91%) não concorda que, mesmo em um momento de crise, é preciso cortar gastos inclusive com a saúde e educação, como pode ser uma consequência da PEC do teto de gastos, aprovada no fim do ano passado.

Para Esther Solano, uma das coordenadoras da pesquisa, essa distância entre os resultados do levantamento e a posição dos parlamentares evangélicos mostra que os participantes da marcha não se sentem definitivamente representados pela bancada evangélica. “Será que eles de fato votam tanto assim nos pastores?”, questiona ela, que dirigiu o levantamento ao lado de Pablo Ortellado e Marcio Moretto.

De fato, pelos números, não parece haver um alinhamento automático ao estilo “voto de cabresto” ou “voto em quem o pastor mandar”. A Marcha para Jesus acompanha o movimento geral de crise de representatividade já apontado em pesquisas maiores. Nenhum político mencionado pelos pesquisadores, evangélicou ou não, cai nas graças dos entrevistados. A maioria (76%) disse não se identificar com nenhum deles e 66% não se considera nem de esquerda e nem de direita. Quando os entrevistadores mencionam alguns nomes, o resultado é que não confiam (57%) em Marina Silva (REDE), evangélica. Outros 54% não confiam no pastor Marco Feliciano (PSC). Também não confiam (57%) em Jair Bolsonaro (PSC), o pré-candidato à presidência que se aproximou do partido de base evangélica. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que é bem próximo da Igreja Católica, não tem a confiança de 61% dos entrevistados. Apesar disso, sua ausência na Marcha deste ano foi criticada. “Alckmin não julga a marcha importante. Se julgasse, estaria aqui”, disse à Folha de S. Paulo, o apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Renascer e idealizador da Marcha.

“A baixa confiança nos políticos era algo que já esperávamos, porque a sociedade brasileira como um todo está assim”, explica Pablo Ortellado. “Mas é notável como eles não confiam também nos políticos evangélicos e católicos. Isso mostra que não é verdade que os evangélicos formam um curral eleitoral”. Esther Solano completa: “Uma resposta padrão que ouvimos ao perguntarmos sobre algum político evangélico era que ‘confiamos nele como pastor, mas não como político”.

Lula em baixa e feminismo em alta

Se a rejeição aos políticos evangélicos e cristãos é alta, a desconfiança em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva escala muito mais. Disseram não confiar no petista 84% dos entrevistados.

Esse sentimento de rejeição à classe política é muito equivalente ao detectado nas manifestações promovidas pelos grupos pró-impeachment, afirmam os coordenadores do levantamento. “O preconceito faz com que a opinião ache que eles são conservadores e que o voto é de cabresto”, diz Ortellado. “Mas na realidade isso não se mostra. O perfil é muito parecido com a classe média anti-impeachment”.

Para além dos políticos, as opiniões sobre outras questões levantadas também apontam semelhança com o outro grupo que esteve na Paulista ao longo de 2015 e 2016 pedindo a saída de Dilma Rousseff e apoiando a Operação Lava Jato. “De conservadores, eles são iguais aos verde e amarelos”, diz Solano, ainda que em termos de renda média (três a cinco salários mínimos, entre 2.800 e 4.600 reais) eles sejam mais pobres do que os manifestantes da Paulista. “Ou seja, os evangélicos não me parecem especialmente conservadores. São o comum da sociedade brasileira em geral. O que mais impressionou foi a composição demográfica – renda, escolaridade cor. São muito mais representativos da população brasileira”.

Os coordenadores afirmam que esperavam uma postura também conservadora em pautas morais. “Isso realmente se deu, mas com algumas surpresas”, diz Ortellado. “Afirmações sobre o direito das mulheres, como o direito de usar a roupa que quiser ou transar com quem quiser tiveram alto índice de concordância (76% e 64%). Isso mostra que a pauta feminista se enraizou definitivamente na sociedade”. A média de idade dos entrevistados era 34 anos, pouco mais da metade (55%) eram mulheres. Além disso, 90% discordam que o lugar da mulher é em casa, cuidando da família. A ideia de que a expertise da mulher é no supermercado, como disse mais de uma vez o presidente Michel Temer, não cola nem mesmo no que poderia ser a parcela mais conservadora da sociedade.

O levantamento, que teve apoio da Fundação Friedrich Ebert, ainda mostrou um grupo entre 20% e 30% que concordou com afirmações mais progressistas em temas morais como direito ao aborto (21%), reconhecimento de famílias gays (33%), o direito de dois homens se beijarem em público (35%) e travestis poderem usar o banheiro feminino (19%).

5ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos: inscrições abertas!

Publicado pelo portal da UNDIME, em 30 de maio de 2017

Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos! Voltado para a reflexão sobre os resultados obtidos com os projetos de Educação em Direitos Humanos, o Prêmio visa promover projetos que ajudem a construir uma nova percepção de mundo, com respeito à diversidade, à convivência pacífica e ao exercício da liberdade. Os interessados podem se inscrever até o dia 26 de junho pela internet, por meio da página do Prêmio.

O Prêmio é coordenado pela Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) junto ao Ministério da Educação e ao Ministério dos Direitos Humanos. Além disso, é patrocinado pela Fundação SM e conta com apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Neste ano, há uma novidade: o Prêmio será a etapa brasileira para a segunda edição do Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos “Óscar Arnulfo Romero”, uma iniciativa da Fundação SM em parceria com a OEI. O Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos reconhece o trabalho de instituições que participam ativamente na defesa e na promoção dos Direitos Humanos por meio da educação e da pedagogia.

Segundo o regulamento da 5ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos, serão aceitos trabalhos concebidos e executados por instituições; e poderão ser inscritas apenas experiências com data de início anterior a janeiro de 2017 e que estejam em desenvolvimento no momento da inscrição. São três categorias:

Categoria A – Educação Formal;
Categoria B – Organizações da Sociedade Civil e de Educação não Formal; e
Categoria C – Secretarias de Educação e Secretarias de Direitos Humanos ou homólogas.

Para tanto, os interessados devem preencher a ficha de inscrição, apresentar o trabalho escrito e um vídeo sobre o projeto e com a opinião dos participantes, de duração máxima de 5 minutos.

Entre os prêmios que serão entregues aos vencedores estão: diploma, troféu, viagem para participar no Seminário Internacional de Educação em Direitos Humanos, nos dias 23 e 24 de novembro de 2017, em Bogotá, Colômbia; indicação para concorrer à premiação de 5.000 dólares do Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos “Óscar Arnulfo Romero”; e kits de publicações da Fundação SM. No regulamento é possível conferir a premiação específica para cada categoria.

5ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos
Inscrições: até 26 de junho de 2017
Regulamento: http://www.educacaoemdireitoshumanos.org.br/?page_id=61
Página do Prêmio: http://www.educacaoemdireitoshumanos.org.br/
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ONU recebe inscrições para concurso de cartões LGBT; prazo é 18 de junho

Arte: ONU

Publicado pelo portal das Nações Unidas no Brasil, em 29 de maio de 2017

Estão abertas as inscrições do 1º Concurso de Arte de Cartões LGBTI da Campanha da ONU “Livres & Iguais”. Se você é artista ou profissional de design, desenho e/ou ilustrações, faça sua arte (desenho, pintura, fotografia etc) e se inscreva até o dia 18 de junho. O vencedor(a) terá sua arte exposta e distribuída por todo o Brasil e veiculada nas redes sociais e outros veículos de comunicação da ONU Brasil e de parceiros.

Para se inscrever, é necessário preencher o formulário online com as informações pessoais e com os links do repositório online (Google Drive, Dropbox etc) onde estará sua arte e, caso você seja menor de 18 anos, com sua declaração de autorização da/do responsável.

Poderão participar do concurso pessoas que se encaixam em duas categorias: (1) a categoria amadora é destinada para as pessoas não possuem formação acadêmica e/ou profissional em áreas relacionadas às artes; (2) e a categoria profissional é destinada para as pessoas que possuem formação acadêmica e/ou profissional em áreas relacionadas às artes.

O concurso tem por objetivo marcar as celebrações do mês de junho, mês do orgulho LGBTI, no intuito de visibilizar a produção artística de pessoas LGBTI e aliadxs para romper com os preconceitos e estigmas baseados na orientação sexual e identidade de gênero, real ou percebida, que geram uma série de exclusões e estruturam desigualdades em nossa sociedade.

Instruções detalhadas sobre as inscrições e o processo seletivo podem ser encontradas aqui e as candidaturas podem ser feitas até 18 de junho.

A Livres & Iguais é a Campanha das Nações Unidas pela promoção da igualdade de direitos da população LGBTI. Lançada globalmente em 2013 e liderada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a campanha é promovida no Brasil desde 2014.

No país, a Livres & Iguais tem feito um esforço consciente para abordar identidade de gênero e orientação sexual como fatores estruturantes de desigualdades – ao lado de gênero, raça, classe e território – com impactos perversos sobre a fruição plena dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex.

Para conhecer melhor a campanha Livres & Iguais, clique aqui.

Para saber mais sobre os esforços globais da ONU pela igualdade de direitos da população LGBTI, clique aqui.

“Primeiro-marido” gay vira hit após foto com primeiras-damas de líderes da Otan

Gauthier Destenay é casado com Xavier Bettel, primeiro-ministro de Luxemburgo

Publicado pelo portal Correio, em 26 de maio de 2017

Gauthier ao lado das primeiras-damas de líderes da Otan (Foto: Yorick Jansens/AFP)

A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Bruxelas, na Bélgica, ocorrida nesta quinta-feira (25), reservou um momento inusitado e – para muitas pessoas – histórico, antes do encontro dos líderes do bloco político-econômico.

Em meio a um registro com as primeiras-damas, incluindo Melania Trump, mulher de Donald Trump, presidente dos EUA, e Brigitte Macron, esposa do presidente francês Emmanuel Macron, o “primeiro-marido” de Luxemburgo, Gauthier Destenay, chamou a atenção e virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.

Ele é casado com Xavier Bettel, primeiro-ministro do país europeu. Os dois se uniram oficialmente em 2015, após o casamento gay ser reconhecido judicialmente em Luxemburgo.

Além de Gauthier, Melania e Brigitte, aparecem na foto oficial a rainha Mathilde, da Bélgica, a primeira-dama da Turquia, Emine Gulbaran Erdogan, a mulher do secretário-geral da Otan Jen Stoltenberg, Ingrid Schulerud, além das primeiras-damas de Bulgária e Islândia.

Gauthier Destenay e o marido, Xavier Bettel, primeiro-ministro de Luxemburgo (Foto: EPA)

Nem um, nem outra. Todes!

III Chá da Diversidade organizado pelo Grupo de Dissidência Sexual e de Gênero das Residências – UFBA (GDR) realiza no Maio da Diversidade atividade que discute não-binaridade de gênero

Em parceria com o Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE) e o Conselho Estadual LGBT da Bahia (CELGBT), o Grupo de Dissidência Sexual e de Gênero das Residências da Universidade Federal da Bahia – GDR organiza o III Chá da Diversidade, no dia 27 de maio, às 18h, na Residência Universitária (R1) localizada no Corredor da Vitória, em Salvador. Diante das identidades sexuais e de gênero que se apresentam à contemporaneidade, o grupo propõe atividade para discutir a não-binaridade de gênero. O evento tem também apoio da Pro-Reitoria de Assistência Estudantil da UFBA (PROAE).

O Chá da Diversidade é um projeto anual do GDR e esse ano se apresenta com o formato de um talk-show que tem como tema “nem um, nem outra, todes”. Ícaro Stos Amancio, (integrante do Grupo de Estudos FEMPOS/PósColonialidade, Feminismos e Epistemologias Anti-Hegemônicas – UNILAB e colunista da revista Flor de Dendê na pasta gêneros e diversidade) e Be Brustolim (ativista não-binária de gênero fluído do Coletivo N-Bonde e AnarcoPunk) apresentarão ao público um diálogo aberto entre as teorias desenvolvidas na academia e de grupos e coletivos de pessoas não-binárias. Haverá também a presença de artistas locais, como Malayka SN (performer e organizadora do prêmio Estranha Marujo) e Yuretta Santanna (cantora e poetisa transgênera), que abordam o processo de generificação dos corpos e suas performatividades a partir de suas produções de arte, além da apresentação musical de Kiki e os Amores Clandestinos.

No III Chá da Diversidade, também será lançada a nova marca do grupo GDR, existente há cerca de nove anos no contexto das casas de estudante da UFBA e responsável por diversas atividades de formação política e do Caruru da Diversidade, que precede a parada do orgulho LGBT de Salvador. Na noite do evento, também terá um paredão para celebrar as identidades e sua fluidez na contemporaneidade.

Para Junior Silva, Presidente do GDR, o evento é uma oportunidade de diálogo entre a academia e a sociedade. “O evento discutirá uma temática que é nova e ainda pouco discutida, é a oportunidade de por em prática o que vemos na academia, tirar dúvidas e conhecer melhor nosso universo, que é a proposta da nova cara do grupo”, aposta.

Malayka SN e Kiki Soares apresentam-se no III Chá da Diversidade

O QUE: III Chá da Diversidade
HORÁRIO: 18h
ONDE: Residência Universitária (R1) – Av. Sete de Setembro, 2382, Corredor da Vitória, Salvador, Bahia
QUANTO: Entrada franca
Contato: 71 99228-9005 / marceloricards@gmail.com

Prefeitura realiza curso de defesa pessoal para público LGBT em Salvador

As inscrições serão abertas na terça-feira (2) e as aulas acontecerão na sede do Centro de Referência LGBT, no Rio Vermelho

Publicado pelo portal Correio, em 1º de maio de 2017

http://informebaiano.com.br/16173/noticia/centro-de-referencia-lgbt-oferece-orientacoes-sobre-mudanca-de-nome-socialO curso de defesa pessoal para a população LGBT terá inscrições abertas na terça-feira (2). As aulas serão gratuitas e devem começar no dia 9 de junho, na sede do Centro de Referência LGBT, localizado no Rio Vermelho. Serão abordados procedimentos de segurança na rotina diária e técnicas de defesa pessoal, além de abrir uma discussão sobre práticas de primeiros socorros.

A iniciativa é uma parceria do Centro de Referência LGBT, ligado à Secretaria Municipal da Reparação (Semur), e a Guarda Civil Municipal (GCM). A Guarda disponibilizará profissionais de educação física com experiência em artes marciais, além de um profissional de enfermagem para ministrar o curso. As inscrições vão até 31 de maio.

Os interessados em participar devem entrar em contato através do e-mail crm-lgbt@salvador.ba.gov.br, com informações de nome, número de identidade, endereço completo e telefone para contato. Dúvidas e demais informações podem ser obtidas através dos telefones 3202-2750 / 2758 ou 2757.

“A promoção deste curso está relacionada com os registros recentes de casos de violência, que ainda são um número relevante em Salvador, principalmente com mulheres trans. Essa sensibilização aconteceu a partir deste olhar da Guarda Civil, como uma medida coletiva para melhorar a qualidade de vida e percepção desse público sobre o mundo”, explicou Vida Bruno, coordenador do Centro LGBT.