Convênio oferta 100 bolsas integrais para graduação EAD para LGBTI+ em situação de vulnerabilidade

Convênio firmado entre a UniAraguaia e a Aliança Nacional LGBTI+ oferecerá bolsas para graduação EaD à população LGBTI+ e abrangerá ensino, pesquisa e extensão. Serão oferecidas até 100 bolsas integrais em um total 21 cursos de graduação EaD da UniAraguaia, para a população LGBTI+ em condição de vulnerabilidade, além de 15% de desconto nos cursos EaD (graduação e pós-graduação) para os membros da Aliança Nacional LGBTI+.

A iniciativa inédita de responsabilidade social partiu do Centro Universitário Araguaia (UniAraguaia), instituição de ensino superior regularmente credenciada e com nota máxima junto ao Ministério da Educação. O projeto terá o nome “Programa de Inclusão Educacional LGBTI+ Brunna Valin”, em homenagem à ativista paulista trans falecida em junho deste ano após uma longa luta contra o câncer. A parceria também envolverá a instituição Casa Satine, cuja equipe técnica de triagem realizará o processo de seleção de bolsistas.

A solenidade de assinatura do convênio pelo reitor da UniAraguaia, professor MS Arnaldo Cardoso Freire, e pelo diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, foi realizada virtualmente no final da tarde da quinta-feira (16/07).

As inscrições para o processo de seleção serão abertas no período de 18 a 27 de julho de 2020, com divulgação dos resultados prevista para o dia 4 de agosto de 2020. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis nos links a seguir:

Edital 01/2020, de 18 de julho de 2020 – Programa de Inclusão Educacional LGBTI+ Brunna Valin;

Ficha de Inscrição para candidatos/as a bolsa.

Informações adicionais:

• Toni Reis, viretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+: (41) 99602-8906;

• Layza Lima, assessora de Mobilização, Integração e Interação da Aliança Nacional LGBTI+: (27) 99611-3767;

• Professor Hamilcar Costa, vice-diretor pedagógico da UniAraguaia: (62) 98416-2585.

Bolsonaro exonera presidente do Inep, Maria Inês Fini

A educadora era responsável pela realização do Enem. Outras três pessoas ligadas ao órgão deixam seus cargos.

Publicado pelo portal Metrópoles, em 14 de janeiro de 2019

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), exonerou a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, e outras três diretoras do órgão, nesta segunda-feira (14/1). As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e confirmadas pelo portal UOL.

O Inep é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e responsável pela realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A edição da prova do ano passado foi muito criticada por Bolsonaro, principalmente por trazer conteúdos relacionados a comunidade LGBT.

Maria Inês está no Inep desde 2016, levada pelo então ministro da Educação, Mendonça Filho, no início do governo Michel Temer. Ligada ao PSDB, Maria Inês é doutora em educação e pedagogia, ela ocupou o mesmo cargo durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com a reportagem, o novo presidente do Inep será o engenheiro Marcus Vinicius Rodrigues, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo.

A diretoria de avaliação da educação básica, que cuida do Enem, ficará a cargo de Murilo Resende, doutor em economia também pela FGV. Professor universitário em Goiás desde 2015, Resende já foi aluno do curso online do escritor Olavo de Carvalho, apontado como guru da direita e responsável pela indicação de Ricardo Vélez Rodríguez ao cargo de ministro da Educação.

Edital de Seleção de Pesquisadoras Lésbicas

Está aberta a seleção de pesquisadoras lésbicas para compor o Projeto 50 Lésbicas para Lembrar, organizado pela plataforma Lésbicas que Pesquisam. Serão selecionadas 35 pesquisadoras que sejam lésbicas e estejam dispostas a pesquisar, cada uma, sobre a vida de uma mulher lésbica, produzindo um breve artigo.

As 50 mulheres a serem pesquisadas já foram previamente escolhidas em etapa anterior do projeto, que já está em andamento há um ano. A distribuição dos nomes entre as selecionadas será feita de maneira aleatória, considerando-se apenas a proximidade geográfica para que se oportunizem entrevistas presenciais. O resultado de cada artigo será publicado em uma coletânea, que conterá as histórias dessas 50 mulheres.

Preferencialmente, as pesquisadoras devem ter experiência em pesquisa. Serão aceitas pesquisadoras de qualquer área do conhecimento, que residam em qualquer parte do Brasil ou exterior, com preferência para América Latina. A prioridade é para pesquisadoras lésbicas negras e indígenas. A participação é voluntária, pois o projeto não conta com o fomento de nenhum órgão de pesquisa.

O prazo para envio do artigo está previsto para dezembro de 2019, sendo pré-requisito que as pesquisadoras interessadas tenham disponibilidade de concluir seu trabalho até lá. Ao longo do processo de pesquisa, não há necessidade de encontros presenciais com as organizadoras, sendo o contato realizado por e-mail.

A seleção teve início no dia 9 de janeiro e terminará no dia 31 de janeiro, com divulgação de resultado no dia 15 de fevereiro. A divulgação se dará por e-mail e página do Facebook.

Pesquisadoras que já estiveram vinculadas a este projeto, mas perderam contato com a organização ao longo do ano, e desejam retomar as atividades devem igualmente participar do processo de seleção.

Para participar, clique aqui e acesse o formulário de inscrição online

Analfabeto funcional: Depois de passar vergonha, coordenador do Enem apaga blog

Por Joaquim de Carvalho
Publicado pelo portal Diário do Centro do Mundo, em 7 de janeiro de 2019

Murilo Resende Ferreira, o recém-nomeado diretor Inep, que organiza o Enem, já se tornou uma unanimidade negativa. Do MBL às associações de professores universitários, ele é considerado inepto, incapaz para exercer a função. “É um maluco completo, fora da realidade”, disse um dos fundadores da entidade de extrema direita, ao revelar que Murilo foi expulso do MBL de Goiás.

Entre os professores e intelectuais, a crítica é melhor fundamentada. Um deles foi à fonte — o blog de Murilo — e detalhou o grau de despreparo do jovem economista. “O sujeito que vai cuidar, entre outras coisas, do Enem e Saeb, tem um blog com postagens alucinadas como ‘Descartes: pai da ideologia de gênero’”, conta Hélio Alves, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Guilherme de Almeida, que se define ironicamente como “falso intelectual”, escrutinou outro texto — sobre aborto — e encontrou pérolas como considerar o personagem de um livro de Dostoievski escrito em 1866 (Crime e Castigo) como um típico estudante esquerdista influenciado pelos delírios de Nietzsche. “Para quem leu romance, sabe que o personagem Raskolnikov (o personagem de Dostoievski) é quase o oposto do que socialismo quer”, disse Guilherme. Além disso, Nietzsche não era de esquerda nem tampouco era conhecido na época em que o livro de Dostoievski veio à luz. A primeira obra de Nietzsche é de 1872.

Os textos de Murilo revelam que ele é um analfabeto funcional. Não sabe sequer interpretar um texto. Quando sua inépcia se tornou pública, no fim de semana, Murilo tratou de sair das redes sociais. Seu blog também não pode mais ser acessado.

Ao mesmo tempo, com o novo coordenador do Enem nocauteado pelas críticas, coube ao clã Bolsonaro defendê-lo. Talvez seja a primeira vez na história que um presidente vem a público para defender o terceiro escalão do governo. “Murilo Resende, o novo coordenador do Enem, é doutor em economia pela FGV e seus estudos deixam claro a  priorização do ensino ignorando a atual promoção da ‘lacração’, ou seja, enfoque na medição da formação acadêmica e não somente o quanto ele foi doutrinado em salas de aula”, escreveu Jair Bolsonaro.

Já o filho, Eduardo, avisou: “Atenção, professores: seu aluno q inicia agora o 1º ano do ensino médio não precisa saber sobre feminismo, linguagens outras q não a língua portuguesa ou história conforme a esquerda, pois o vestibular dele será em 2021 ainda sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende.”

Para o cientista político Luís Felipe Miguel, o caso de Murilo é mais grave do que simples falta de preparo ou ignorância. E o apoio que lhe dá a família Bolsonaro mostra a importância do projeto de desconstrução das escolas em geral — e da universidade em particular. “Busca eliminar do ambiente escolar qualquer traço de pensamento crítico. (…) Não se trata de combater apenas o marxismo ou o feminismo, mas qualquer traço de reflexão crítica sobre a realidade”, disse. Com isso, se fecha a conta. “Liberal na economia e conservador nos costumes”, como apregoa a propaganda bolsonarista, significa “naturalizar uma instituição produzida historicamente (o mercado) e os comportamentos suscitados por ela”.

Com pessoas como Murilo em postos-chave do Ministério da Educação, se procura criar um ambiente que “impeça questionamentos e a produção de uma nova e mais igualitária ordem social”. É, em essência, o objetivo do movimento “Escola sem partido”. Quem achou que Bolsonaro nos levaria de volta a 1964 agora já sabe que o bilhete prevê uma viagem de volta ao passado bem mais longa. O destino final fica atrás do Renascimento. Mas ainda dá tempo de parar esse trem.

Quem é Murilo Resende, o escolhido de Bolsonaro para comandar o Enem

Depois de criticar as questões de 2018 e afirmar que vai examinar as perguntas previamente, presidente da República indica para cuidar do exame economista que fez ataque duro aos professores brasileiros

Publicado pelo portal Zero Hora, em 6 de janeiro de 2019

https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2019/01/quem-e-murilo-resende-o-escolhido-de-bolsonaro-para-comandar-o-enem-cjqlbwas20po301pi72j2yq91.html

Jair Bolsonaro saiu em defesa de Resende no Twitter, afirmando que subordinado vai priorizar conhecimento e não doutrina
(Foto: MPF GO / Reprodução)

Recém-indicado e já sob ataque, o futuro coordenador do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Murilo Resende Ferreira, foi defendido neste sábado (5) em um tuíte de Jair Bolsonaro. O presidente da República registrou que o economista vai focar na “medição da formação acadêmica e não somente (n)o quanto ele (o aluno) foi doutrinado em salas de aula”  —  “seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da ‘lacração'”.

Em vídeo transmitido em novembro, logo depois de ser eleito, Bolsonaro atacou as questões do último Enem e disse que, sob sua gestão, o governo vai interferir na prova: “Podem ter certeza e ficar tranquilos. Não vai ter questão desta forma ano que vem, porque nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí”.

Encarregado de comandar essa empreitada, Resende é um economista e blogueiro de 36 anos que idolatra o filósofo Olavo de Carvalho e milita nos extremos da direita conservadora, como muitos dos novos integrantes do governo. No final da semana passada, quando veio a público que ele seria o novo  diretor de avaliação da Educação Básica do Instituto de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep), seu blog e suas redes sociais começaram a ser escrutinados, trazendo à tona afirmações controversas. Na tarde deste domingo, as páginas de Resende na internet e nas redes sociais estavam fechadas ou apagadas.

Um dos episódios lembrados nos últimos dias foi a participação do economista em uma audiência sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino”, realizada em 2016 pelo Ministério Público Federal. Na ocasião, Resende disse que professores brasileiros são desqualificados e manipuladores, que tentam roubar o poder da família praticando a ideologia de gênero e que pregam aborto, incesto e pedofilia: “Precisa de uma reforma absurda, completa, para limpar toda essa contaminação ideológica até o ponto em que os professores voltem a se preocupar com a sala de aula, e não só com filosofia da educação, ficar discutindo Paulo Freire e a criança do futuro que será um jovem socialista”.

Resende teria sido expulso do MBL

Originário de Goiás, onde leciona, Resende fez cursos online de Olavo de Carvalho e integrou o Movimento Brasil Livre (MBL), de caráter conservador. No fim de semana, Renan Santos, um dos fundadores e coordenadores nacionais do movimento, afirmou no Twitter que Resende foi expulso do MBL, por ser um “maluco completo”, um “lunático, conspiratório, fora da realidade”.

No sábado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, usou as redes sociais para se pronunciar. Afirmou que, com Resende, o Enem vai ser diferente. “Atenção professores: seu aluno que inicia agora o 1º ano do Ensino Médio não precisa saber sobre feminismo, linguagens outras que não a língua portuguesa ou História conforme a esquerda, pois o vestibular dele será em 2021 ainda sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende”.

Eduardo referia-se a algumas das questões do último Enem que foram alvo dos ataques de Bolsonaro, como uma pergunta sobre dialetos que apresentava como exemplo um dialeto da comunidade LGBT+. Em entrevista antes de assumir o cargo, o  ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, já antecipou que dará aval para a consulta prévia das provas do Enem pelo presidente. “Se o presidente se interessar, ninguém vai impedir. Ótimo que o presidente se interesse pela qualidade das nossas provas”.

Para que isso aconteça, Bolsonaro terá que mudar normas administrativas que regem o Enem. E, se quiser evitar eventuais questionamentos judiciais, deverá fazer até mesmo ajustes na legislação. A intenção presidencial provocou reação de educadores, para quem há risco para a credibilidade técnica e o sigilo do Enem.

O Enem até agora

Até 2018, a elaboração das provas era um processo que primava por sigilo e segurança:

—  O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), subordinado ao Ministério da Educação.

—  O Inep publica editais de chamada pública para selecionar professores universitários que contribuirão para a elaboração das questões, depois de passar por um processo de capacitação.

— As questões devem obedecer a parâmetros determinados pelo Inep e precisam ter o aval de um revisor-técnico e de especialistas da área de conhecimento.

—  As questões são elaboradas no Inep, no Ambiente Físico Integrado Seguro, espaço de segurança máxima. A área só pode ser acessada após uma série de autorizações e um procedimento de segurança. O acesso é restrito a poucos servidores do Inep e aos colaboradores, e eles só entram na área após atravessar um escâner corporal e várias portas duplas. O acesso é feito por identificação biométrica.

—  O Inep testa as questões com estudantes do Ensino Médio, que não sabem estar respondendo a perguntas que podem acabar no Enem, para verificar o grau de dificuldade e a probabilidade de acerto. Parte das questões é descartada nessa etapa. As questões que atenderem a todos os critérios ficam disponíveis para a montagem de provas futuras. As demais são descartadas ou encaminhadas para melhorias.

—  Credenciadas nas etapas anteriores, as questões passam a integrar o Banco Nacional de Itens, que tem cerca de 10 mil perguntas.

—  Meses antes do exame, especialistas do Inep e professores, depois de passar pelos procedimentos de segurança, acessam o BNI e selecionam as questões que vão figurar nas provas.

—  Depois de preparada a prova, um servidor do Inep leva o HD com as questões até a gráfica, enquanto outro leva a senha que permite acesso ao HD. Eles viajam separadamente.

—  Os funcionários da gráfica são monitorados durante a impressão e têm limitações sobre os locais por onde podem circular, conforme a sua função no processo.

—  Depois de lacradas, as provas são armazenadas em estruturas do Exército. O transporte é acompanhado de escolta policial. Até a aplicação, os exames ficam sob vigilância militar.

Ministro da Educação de Bolsonaro, Vélez-Rodriguez desmonta secretaria da diversidade

Ação teria sido feita por orientação do guru intelectual da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho, que propôs uma secretaria somente para a alfabetização, que ficará a cargo do proprietário de uma pequena escola de Londrina indicado por ele.

Publicado pelo portal Fórum, no dia 2 de janeiro de 2019

Reportagem de Paulo Saldaña, na edição desta quarta-feira (2) da Folha de S.Paulo, afirma que o novo ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez-Rodriguez vai extinguir uma secretaria do MEC (Ministério da Educação) responsável por ações de diversidade, como direitos humanos e relações étnico-raciais.

A ação teria sido feita por orientação do guru intelectual da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho, que propôs uma secretaria somente para a alfabetização, que ficará a cargo do proprietário de uma pequena escola de Londrina indicado pelo próprio “filósofo autodidata”.

Segundo a reportagem, a atual Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão) será desmontada e em seu lugar surgirá a subpasta Modalidades Especializadas. O objetivo é eliminar as temáticas de direitos humanos, de educação étnico-raciais e a própria palavra diversidade.

A Secadi foi criada em 2004 com o objetivo de fortalecer a atenção especial a grupos que historicamente são excluídos da escolarização. Segundo descrição das atribuições da secretaria, as políticas orientadas pela subpasta devem considerar “questões de raça, cor, etnia, origem, posição econômica e social, gênero, orientação sexual, deficiências, condição geracional e outras que possam ser identificadas como sendo condições existenciais favorecedoras da exclusão social”.

Bolsonaro repetiu durante a campanha ser contrário a políticas específicas a grupos vulneráveis, o que classificou como coitadismo. Ele impulsionou sua carreira política em uma cruzada contra a abordagem do que ele e outros detratores chamam de “ideologia de gênero”, expressão nunca usada por educadores.

Sem consenso, projeto sobre Escola sem Partido será arquivado

Presidente da comissão informou que caberá à próxima legislatura retomar o debate sobre o assunto

Publicado pelo portal Estado de Minas, em 11 de dezembro de 2018

(foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A comissão especial que analisa a proposta conhecida como Escola sem Partido (PL 7180/14 e outros) encerrou seus trabalhos sem votar o relatório do deputado Flavinho (PSC-SP). Como é regimental, a matéria será arquivada no fim desta legislatura. Caberá aos deputados que tomam posse em 1º de fevereiro de 2019 retomar o assunto e discuti-lo em um novo colegiado, com novos presidente e relator.

Na reunião desta terça-feira (11), o presidente da comissão, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), anunciou que não vai mais convocar reuniões, em razão da constante falta de quórum e da agenda apertada de fim de ano. Ele também disse que os novos deputados querem participar do debate. “Eu recebi o apelo de muitos parlamentares novos para participar dessa comissão. Eles não gostariam que nós votássemos agora. Eles pediram que esse tema ficasse para o próximo ano”, informou.

Para o presidente, o fato de a comissão não ter votado o projeto não significa derrota. “O tema foi para o debate. Está nas escolas, nas igrejas, nas ruas. Aliás, o tema esteve no debate presidencial”, avaliou. “Esse projeto cumpriu um papel fundamental. Ele fez a sociedade olhar para uma situação que até então era desconhecida.”

Perseguição

O relator Flavinho considerou que houve vitória. “O fato de a gente ter conseguido trazer luz para esse problema dentro das escolas brasileiras já fez com que pais, alunos e professores, que eram perseguidos, tivessem consciência dos seus direitos”, declarou. Segundo ele, o projeto visa combater “o avanço maldito da ideologia de gênero” que vem destruindo a inocência das crianças.

Do lado da oposição, a deputada Erika Kokay (PT-DF) também avaliou como vitoriosa a atuação dos contrários ao projeto do Escola sem Partido. “Foi uma vitória da liberdade, foi uma vitória da honestidade, foi uma vitória da educação neste país”, disse. “A educação não pode ser engessada. Estudante não é coisa para apenas engolir conteúdo. Ele é uma pessoa e tem que ter na escola a liberdade de expressar essa humanidade.”

A atuação da oposição foi elogiada por Marcos Rogério, por ter feito uma discussão sistemática, com a presença de parlamentares, o que não ocorreu entre os favoráveis à matéria. “A maioria absoluta dos parlamentares que são favoráveis vinha votar e saía da comissão. Isso acabou gerando esse ambiente que não permitiu a votação”, analisou.

Erika Kokay prometeu voltar no próximo ano, caso o assunto seja retomado.

Parecer

O parecer do deputado Flavinho foi apresentado no último dia 22. O texto lista seis deveres para os professores das instituições de ensino brasileiras, como a proibição de promover suas opiniões, concepções, preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Além disso, há a proibição, no ensino no Brasil, da “ideologia de gênero”, do termo “gênero” ou “orientação sexual”.

Discussões entre parlamentares contra e a favor do texto e a obstrução da oposição adiaram a análise do texto desde então. Nesta terça, a reunião novamente foi marcada pela divergência entre parlamentares e também pela presença de manifestantes com cartazes contrários ou favoráveis à proposta.

Na avaliação do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), por exemplo, “o projeto não serve para nada, apenas para criminalizar e perseguir educadores brasileiros”. Para ele, o Parlamento deveria se debruçar sobre problemas reais da educação, como o baixo salário dos professores.

Abusos

Já o deputado Alan Rick (DEM-AC) acredita que o projeto combaterá abusos contra alunos que são perseguidos e doutrinados por professores. “Hoje só um lado é exaltado [por professores]. O outro sequer é citado. Só o capitalismo é perverso, só a igreja é perversa”, criticou.

Um dos momentos mais tensos da reunião foi marcado por um bate-boca entre Flavinho e Erika Kokay. A fala do relator também foi contestada por manifestantes presentes na reunião. O parlamentar respondeu que não estava falando com militantes, mas com os deputados.

Com Agência Câmara

Uneb terá cota para trans, ciganos e autistas em todos os cursos

(Foto: Cindi Rios/Divulgação)

Cada grupo terá direito a 5% das sobrevagas

Publicado pelo portal Correio, em 20 de julho de 2017

A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) passará a disponibilizar vagas com cotas para transexuais, travestis, transgêneros, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades.

Cada grupo contará com 5% das sobrevagas, além das 40% destinadas para negros e 5% para indígenas, que já estavam em vigência. As cotas passarão a valer para todos os processos seletivos de cursos de graduação e de pós-graduação do próximo ano. Do total de vagas, 60% é destinado para candidatos não-cotistas.

O candidato que se encaixem nesses grupos também devem ter cursado o ensino fundamental e médio em escola pública e possuir renda familiar mensal de até quatro salários mínimos. “Esta é mais uma deliberação histórica do Conselho Universitário, aprovando proposta de nossa gestão. A medida vem consolidar a UNEB como uma grande universidade pública inclusiva e popular, presente em praticamente todo o estado da Bahia”, destacou o reitor José Bites, que presidiu a reunião do Conselho Universitário (Consu).

Por unanimidade, o Consu aprovou reformulação do sistema, que amplia as cotas para outros segmentos sociais (Foto: Divulgação)

Novos cursos

A Uneb também irá oferecer novos cursos de pós-graduação. Em Salvador, a universidade passará a oferecer doutorado profissional em Educação de Jovens e Adultos (EJA) e mestrado em Estudos Territoriais.

Juazeiro passará a contar com o doutorado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental e o mestrado profissional em Gestão de Processo Comunicativo e Inovação Social. Teixeira de Freitas terá mestrado em Letras e mestrado profissional em Educação e Infâncias.

Alagoinhas contará com o mestrado em Modelagem e Simulação de Biossistemas. Caetité oferecerá mestrado profissional em Ensino, Linguagem e Sociedade. Barreiras o mestrado profissional em Agronomia e Eunápoliso mestrado em Estudos Culturais e Educação.

Instituto Mais Solidário oferece bolsas de estudo para população LGBT+ em Salvador

O Instituto Mais Solidário Bolsas Estudantis, que reúne cinco instituições de ensino superior, está disponibilizando mais de 300 bolsas de estudo à população LGBT+, para cursos presenciais de graduação com até 70% de desconto. Com esse fim, será realizado o Dia de Inclusão Educacional, nos próximos dias 17 e 24, uma ação específica de vestibular para esse segmento da população, promovida entre pelo Instituto Mais Solidário e o Núcleo de Acolhimento, Acompanhamento e Estatística Gésner Braga.

Os interessados em concorrer às vagas têm duas formas de ingresso. Estudantes que tenham nota superior a 450 pontos de média não precisam realizar o vestibular. Devem apenas levar o espelho com as notas do Enem para comprovação. Já as pessoas que não fizeram o Enem ou têm nota abaixo de 450 pontos deverão realizar o vestibular. Também serão disponibilizadas vagas e inscrições para o Fies.

Entre as faculdades conveniadas, estão a UNIRB, FCGB, São Salvador, FTC e Helio Rocha, com ofertas de vagas em cursos nas áreas de saúde, direito, administração, contabilidade, engenharias, tecnologias, gastronomia, educação, serviço social e mais de 60 opções de cursos com nota 4 no MEC. Tudo isso é destinado à população LGBT+, sem necessidade de nota do Enen, sem fiador, sem juros e sem custos de vestibular. No Dia de Inclusão Social, os interessados poderão escolher o curso e instituição na mesma hora. Os resultados serão entregues imediatamente, à exceção da FTC, cujo resultado é divulgado em 48 horas.

Cinco bolsas com descontos entre 50% a 70% serão oferecidas para a população LGBT, em cada um dos cursos de graduação disponíveis nos sites www.maissolidario.com.br e www.bolsamaissolidario.com.br, nos quais também podem ser consultados os valores das mensalidades. Uma das instituições de ensino engajadas nesta campanha é a Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia, localizada no Itaigara, que oferecerá um número maior de bolsas – 30 ao todo – para os cursos de Administração e Ciências Contábeis, com os maiores percentuais de desconto e mensalidades no valor R$ 274,00.

O Instituto Mais Solidário fica na Rua das Hortênsias, 699 (Praça Ana Lúcia Magalhães), no final de linha da Pituba, em Salvador, e realiza vestibulares diários, previamente agendados nos mesmos sites já indicados ou na própria instituição. Os interessados nas bolsas de estudos também podem entrar em contato com o ativista Vagner Pereira, por meio do celular (71) 98838-9628, ou diretamente com o Instituto, pelo celular (71) 99259-2363.

Projeto para o respeito à diversidade sexual e de gênero na UFBA será lançado no próximo dia 19 

Propor políticas para o respeito à diversidade sexual e de gênero na Universidade Federal da Bahia. Esse é o principal objetivo do projeto aceita!, que será lançado na próxima quinta-feira, dia 19 de outubro, às 16h, na Praça das Artes, no campus de Ondina, em Salvador. O lançamento contará com falas de diversas autoridades da UFBA, de coordenadores do projeto e performances artísticas. Além disso, no local será montado um estande da Defensoria Pública da Bahia para realizar um multirão para a  retificação de nome e sexo nos documentos de travestis e transexuais (ver abaixo dos documentos necessários).

O projeto aceita! inicialmente realizará uma escuta em toda a comunidade acadêmica para dimensionar a variedade dos problemas enfrentados por docentes, discentes, técnicos-administrativxs e tercerizadxs em relação aos preconceitos causados pela falta de respeito à diversidade sexual e de gênero na UFBA. Essa escuta será realizada através de um formulário eletrônico  (https://goo.gl/forms/Vspf7NFVe5JrU2Ac2) e de grupos focais nas unidades da Universidade. Após essa escuta, o grupo irá propor uma série de ações para uma política de respeito à diversidade sexual e de gênero na UFBA. O grupo é coordenado pelo professor Leandro Colling (IHAC) e pelas professoras Graciela Natansohn (Facom) e Maíra Kubik (NEIM), junto com mais nove bolsistas (Leandro Stoffels, Rosângela Maria Batista, Rebeca Sousa, Victória Santana, Samira Soares, Izzadora Sá, Crisângelo Cerqueira, Ariane Senna e Malayka SN).

O projeto foi contemplado no Edital Sankofa , da PROAE (Pró-reitoria de Assistência Estudantil), e também tem como objetivo contribuir para a elaboração de um protocolo institucional contra as violências de gênero e sexualidade na UFBA, de modo a contemplar medidas de prevenção, sensibilização, divulgação e intervenção em casos de denúncias.

O evento de lançamento do projeto contará com apresentações e performances artísticas diversas comandadas pela drag Malayka SN. Já estão confirmadas as apresentações da banca Transbatukada, composta por pessoas trans, e das artistas Rosa Morena, Amanda Moreno, Petra Perón, Rozin Daltro, Loren Tava, Kaysha Kutner, Cia Versátil, Ah Teodoro e Yuri Tripodi.

As pessoas trans que desejarem ingressar com processo de retificação de nome devem trazer os seguintes documentos (original e cópia): RG, CPF, comprovante de residência, eventuais documentos sobre intervenção corporal ou hormonal, fotos que demonstrem que no convívio social se porta com o gênero auto-determinado, escritos (cartas, emails etc) diversos que comprovem que a pessoa já usa o seu nome social, certidão negativa de antecedentes criminais, quatro testemunhas com nome, identidade e endereço (não pode ser parente ou amigo íntimo), certidão do 4º cartório de protesto de títulos e documentos (localizado na rua Pará, Edifício Amazonas Empresarial, 278, Pituba), Certidão de Quitação Eleitoral, Certidão da Justiça Federal, Cível, Criminal e Execução Penal, Certidão da Justiça Estadual, Cível, Criminal e Execução Penal. Em caso da pessoa não estar com todos os documentos, deve comparecer ao local para abrir o processo.

Mais informações sobre o projeto em:

https://www.facebook.com/Projeto-aceita-282457352248448

https://www.instagram.com/aceitaufba/

aceitaufba@gmail.com

www.aceita.ufba.br (A ser lançado em breve)

OAB/BA e UNINASSAU realizam palestras sobre casamento homoafetivo e direitos LGBT, em Salvador

A Comissão da Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia e a UNINASSAU realizarão palestras sobre casamento homoafetivo e direitos LGBT. O evento acontece na próxima terça-feira, 17 de outubro, a partir das 18h30, na sede da UNINASSAU, localizada na Rua dos Maçons, 364, 9º andar, Auditório Calmon de Passos, Pituba, em Salvador, Bahia. Será fornecida certificação às pessoas presentes, a ser enviada por e-mail. Clique AQUI para fazer sua inscrição.

Durante todo o evento, será realizado procedimento para habilitação a casamento, promovido pelo Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, do bairro de Nazaré, em Salvador.

Confira a programação abaixo:

18h30 – PALESTRA 1:

A desburocratização do Casamento Homoafetivo e da Conversão de União Estável em Casamento e o papel dos Cartórios de Registro Civil das Pessoas Naturais da Bahia após a privatização

Expositor:

Christiano Cassettari, doutor em Direito Civil pela Universidade de São Paulo – USP, mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, especialista em Direito Notarial e Registral pela PUC-MG, Diretor da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN-BR e oficial titular do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, do bairro de Nazaré, em Salvador.

20h – PALESTRA 2

“Direitos LGBT e LGBTfobia: uma análise a partir da decisão liminar sobre a resolução 01/99 do CFP”

Expositores:

1) Gabriela Silva, psicóloga, mestra em Saúde Comunitária pelo Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, militante da Marcha Mundial das Mulheres;

2) Leandro Lopes Pontes Paraense, advogado, mestre em Direito pela UFBA, vice-presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia – OAB BA;

3) Anderson Fontes, psicólogo, conselheiro do Conselho Regional de Psicologia da Bahia, mestre em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo e doutorando em Psicologia Social, ambos pela UFBA.

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Plataforma reúne trabalhos acadêmicos de temática LGBT para consulta

Publicado pelo portal “Não é gay se: As exceções da metrossexualidade”, em 23 de agosto de 2017

Jovens das faculdade PUC, USP, Cásper Líbero, ESPM e Mackenzie (foto: IG)

O pesquisador formado em direito pela USP (Universidade de São Paulo), Bernardo de Souza Dantas Fico, 23, criou o site LGBTeses, que reúne produções acadêmicas com a temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Lançado no início do mês, a plataforma já conta com mais de 200 trabalhos catalogados, todos disponíveis para consulta e download. É possível encontrar teses de graduação, de mestrado ou de doutorado, artigos jornalísticos e de iniciação científica.

PARA INCLUIR SEU TRABALHO ACADÊMICO

Quem quiser disponibilizar um trabalho acadêmico com a temática LGBT pode enviar um e-mail para lgbteses@gmail.com com o título “Contribuição” e o material anexado.

O endereço do site LGBTeses é: https://www.lgbteses.com

 

De Transs pra Frente e CUS lançam oficina para auxiliar pessoas trans que desejam realizar pós-graduação

Publicado pelo CUS – Grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade, em 4 de setembro de 2017

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/o-transgressor/wp-content/uploads/sites/148/2016/05/26241477411_fa2bca7eee_b.jpg?93d805

(Foto: Be not afraid, Scott Richard, 2012)

O coletivo De Transs pra Frente e o grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) realizarão uma série de atividades para auxiliar pessoas trans que desejam se candidatar a uma pós-graduação (mestrado ou doutorado) em alguma instituição de ensino superior. Para participar, as pessoas trans interessadas, que já possuem ou estão em fase de concluir um curso de graduação, devem preencher o formulário disponível em https://goo.gl/forms/Y0tcGP3F05dgFlh22. A iniciativa recebeu um nome sugestivo: Transformando a Pós!

Além de um primeiro encontro presencial, a ser realizado no dia 12 de setembro, às 18h30, na sala 307 do Pavilhão de Aulas V, do campus de Ondina – UFBA, as pessoas trans que se inscreverem na atividade terão um acompanhamento individual, a ser realizado por integrantes do CUS, para a realização dos projetos de pesquisa que pretendem desenvolver em seus cursos de mestrado ou doutorado. “A maioria dos programas exige um projeto de pesquisa na seleção de estudantes. Por isso, iremos dar dicas e acompanhar a produção desses projetos, sugerindo bibliografias, metodologias e explicando como se faz um bom projeto”, explica Viviane Vergueiro, que integra o coletivo De Transs pra Frente e também faz parte do CUS. “Quem, por acaso, não puder comparecer no encontro presencial do dia 12, deve fazer a sua inscrição e nós entraremos em contato direto com essa pessoa para iniciar o acompanhamento”, destacou o professor Leandro Colling, coordenador do CUS.

A iniciativa dos dois grupos teve como impulso a criação de cotas para pessoas trans nos cursos de pós-graduação da Universidade Federal da Bahia. Aprovada em janeiro de 2017, a norma determina que, a partir da próxima seleção, todos os cursos de pós-graduação da UFBA deverão reservar pelo menos 30% das vagas ofertadas para pessoas negras (pretas e pardas) e uma vaga a mais em relação ao total ofertado nos cursos para pessoas enquadradas em cada uma das seguintes categorias: quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência e trans (transexuais e travestis).

FCGB oferece bolsa de estudos para população LGBTIQ em Salvador

A Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia – FCGB está disponibilizando 30 bolsas de estudo com 70% de desconto, para o curso presencial de Ciências Contábeis, para a comunidade LGBTIQ. Com o desconto, as mensalidades ficam reduzidas ao valor de R$ 218,00.

A iniciativa é fruto de uma ação promovida pelo Movimento Unificado de Paradas LGBTIQ da Bahia e se constitui em um marco histórico para o ativismo social deste segmento.

A FCGB está localizada na Rua das Hortênsias, 699, Pituba, em Salvador. Os interessados em pleitear a bolsa de estudos devem entrar em contato com o ativista Vagner Pereira, por meio do celular (71) 98838-9628.

Ação Educativa disponibiliza livro “A ideologia do movimento Escola Sem Partido – 20 autores desmontam o discurso”

Desde 2014, o Escola Sem Partido tem ampliado sua visibilidade com a tramitação de projetos de lei tanto na Câmara dos Deputados, quanto em alguns estados e municípios.

Publicado pelo portal Ação Educativa, em 9 de maio de 2017.

http://acaoeducativa.org.br/blog/2017/05/09/acao-educativa-disponibiliza-livro-a-ideologia-do-movimento-escola-sem-partido/O Projeto de Lei 867/2015, apresentado pelo deputado Izalci Lucas Ferreira (PSDB) e apensado ao PL 7180/2014, inclui, entre as diretrizes e bases da educação nacional, o “Programa Escola Sem Partido”, que se justifica como uma “uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior”.

A coletânea “A ideologia do movimento Escola Sem Partido – 20 autores desmontam o discurso” reúne 18 artigos, inéditos e publicados em veículos da grande imprensa, que tematizam o movimento Escola Sem Partido e tem como foco a “desconstrução da ideologia do movimento que pretensamente combate as ideologias nas escolas”, conforme afirma Vera Masagão, coordenadora geral da Ação Educativa. Acesse o livro em PDF, em que disponibilizamos 17 artigos. O texto “Escola Sem Partido: doutrinação comunista, coelho da Páscoa e Papai Noel”, de Leonardo Sakamoto, pode ser conferido no link original Site externo, publicado no Blog do Sakamoto.

“Felizmente, as vozes contrárias às propostas do ESP são numerosas entre educadores, intelectuais, jornalistas, parlamentares, ativistas de movimentos sociais, cidadãos e cidadãs identificados com valores democráticos, com os direitos das populações discriminadas historicamente, com o papel central da escola na formação de sujeitos críticos e com o princípio de igualdade. Sob diversos enfoques, os artigos reunidos expõem claramente a natureza autoritária de um movimento que esconde sua própria ideologia na tentativa de silenciar visões de mundo divergentes”, escreve Vera na apresentação da coletânea.

Pensando na conjuntura política de ataque às discussões de diversidade no ambiente escolar, a Ação Educativa disponibiliza e dissemina o livro “A ideologia do movimento Escola Sem Partido – 20 autores desmontam o discurso”, lançado em outubro de 2016. A edição impressa continua à venda nos sites da Martins Fontes (R$19,90) e da Livraria Cultura (R$19,90) e presencialmente na sede da Ação Educativa (R$15,00).

Veja vídeo com alguns autores do livro, que alertam para o retrocesso que a aprovação deste projeto de lei representa para a educação nacional: